Memória: Antônio Carlos e Cafú, as Pontes da Discórdia

eticaSalve Soberania !

Ética é a palavra de ordem do momento.

No discurso é tudo lindo: os clubes devem se unir, somos fracos por falta de união, como negociar cotas maiores se não há unidade ? Bom, pra responder esta pergunta, o presidente alviverde deveria dirigir-se ao seu ex-colega alvinegro Andres Sanchez, afinal, foi por um estádio longínquo construído em Itaquera que as cotas de TV são baixas, ou será que ele se esqueceu que o C13 queria mudar o formato de negociação por cotas maiores ?

Não me lembro de ter ouvido lamentações dos dirigentes palmeirenses naquela época. Afinal, estava guardado para eles também um incentivo mais conhecido como cala a boca: a tal equiparação dos títulos brasileiros.

O que houve com a ética neste episódio ?

Mas nem vou me deter a estas coisas que já tenho repetido exaustivamente neste blog. Todo mundo que vem aqui já sabe a história toda.

Quero relembrar os “passa-moleque” que o time verde já deu no São Paulo tempos atrás, fazendo pontes com clubes europeus pra contratar jogadores do São Paulo e enganando a legislação vigente no período.

Pode ser que na grande mídia ninguém conte a história, sei lá, por esquecimento (?) talvez. Mas aqui, por sorte ou por defeito de fabricação, a gente não esquece nada.

A propósito, o executivo que cuidava da Parmalat na época das negociações era o Brunoro, o mesmo que faz parte agora do futebol do palmeiras.

Antônio Carlos: A ponte Albacete e palmeiras.

Antônio Carlos era um zagueiro diferente, talentoso. Jogava de cabeça erguida, técnico até demais para ficar preso na defesa. De personalidade forte, sua carreira foi vitoriosa.

Mas teve problemas que ninguém esquece. O primeiro deles foi quando aceitou a sua saída do São Paulo. Foi comprado pelo minúsculo Albacete, da Espanha. Não houve quem não estranhasse a transação. Na verdade, foi uma tosca ponte bolada pelos homens do futebol da Parmalat.

E ele foi jogar no palmeiras.

A torcida e a diretoria do São Paulo não aceitaram Antônio Carlos ter se submetido a essa negociação por baixo dos panos.

Via R7

Cafú: A ponte Real Zaragoza, Juventude e palmeiras.

Uma das negociações mais estranhas da história do futebol nacional se deu em 1995. Naquele ano, Cafu era um jogador vivendo um excelente momento na carreira. Um ano antes, havia conquistado o mundo com a seleção brasileira; no biênio 92/93, também fora campeão mundial, com a camisa do São Paulo. Estava na Europa, defendendo o Real Zaragoza, onde levantou a taça da extinta Recopa.

No mesmo ano de 1995, o Juventude, de Caxias do Sul, passava por uma significativa ascensão. O clube acabara de faturar o Brasileiro da Série B e se preparava para estrear na elite nacional. Era patrocinado pela Parmalat, o que garantia aos seus cofres uma quantia bem superior às que dispunham equipes do mesmo porte.

As trajetórias de Cafu e Juventude se cruzaram naquele ano. O lateral da seleção brasileira fora contratado pela equipe gaúcha. Momento de consagração do Juventude, que assim trazia um nome de peso para se confirmar no cenário nacional e fazer frente à dupla Gre-Nal no Rio Grande do Sul !

A contratação de Cafu pelo Juventude foi, talvez, o maior exemplo de “jeitinho brasileiro” da história dos grandes clubes do futebol nacional.

Cafu despontou no São Paulo e, como já dito, foi jogar na Europa. O palmeiras – bancado pela Parmalat – se interessou pelo atleta. Mas havia uma cláusula que proibia o Real Zaragoza, então empregador de Cafu, de negociá-lo com equipes paulistas.

O que a Parmalat fez? Pôs Cafu no Juventude. De lá ele seguiu para o palmeiras, sem que as imposições contratuais o barrassem.

A situação, até hoje, é motivo de revolta entre são-paulinos e até mesmo entre torcedores do Juventude. Os tricolores alegam que deveria ter havido maior vigilância dos órgãos competentes para que a desfaçatez da negociação fajuta fosse punida. Já os juventudistas reclamam que o clube foi usado e saiu desmoralizado do episódio.

Via Futepoca

***(*) ******(*)

11 Respostas to “Memória: Antônio Carlos e Cafú, as Pontes da Discórdia”

  1. Renato Says:

    A ética da SEP é a ética do gás no vestiário do visitante.
    Não precisava nem ir tão longe relembrando Zago e Cafú, era só virar a esquina.
    Mas é bom pra garotada mais nova ficar atenta ao que já aconteceu.

    Lina: A história do gás é uma das páginas mais ridículas do clube que se apequena a cada ano. Fizeram, negaram, depois reconheceram, depois defenderam os bandidos e no final foram absolvidos. É um país de MERDA.

  2. Everaldo Says:

    Lina, estes dois casos foram muito foda na época, eu me lembro bem.
    O profexô também estava envolvido.
    Se ele pudesse ele tirava todo mundo do CT do São Paulo e levava para as porcas.
    Não tem do que reclamar.
    Seja benvindo Kardec.

    Lina: É, a lei Pelé diz que antes de 6 meses do contrato um jogador por assinar um pré-contrato com outro clube, além do quê o pai do cara disse que estaria ouvindo ofertas. Fim de papo, ética é maquiagem pra esconder a falência e incompetência.

  3. luchetta Says:

    Bem lembrado pelo Everaldo. Tentaram levar todo mundo na época, desde o porteiro até a comissão técnica inteira, passando pelo Reffis. O único que aceitou foi o Valdir Joaquim de Moraes.
    O caso do cafu chegou a ser ridiculo. Tinha uma clausula de que ele não poderia ir para um rival. A solução encontrada foi usar o Albacete e o Juventude, patrocinado pela lavanderia do leite, como ponte. O São Paulo entrou na Fifa e ganhou. Tinha vendido o Cafu por U$ 1,7 milhão (para a época era um bom dinheiro) e a leiteria foi obrigado a pagar, como multa, outros U$ 1,7milhão.
    Até hoje tenho um pé atrás com o cafu: isso tudo só aconteceu com a aval do próprio.
    Abraço,

    Lina: Nem Cafu nem Antonio Carlos estão entre os homenageados aqui do lado direito. Não merecem. Gente que desonra o clube tem meu desprezo.

  4. Hexa Único Says:

    Lina, os travecos também queriam o Kardec, mas foi o São Paulo quem fechou entende ?
    Vai ter papinho de ética com certeza.
    Mas o presidente das porcas está literalmente jogando pra torcida, perdeu o jogador por R$ 20 mil reais mensais.
    Pura encenação.

    Lina: Entendo, se tivesse ido pras travas, ai a palavra ética iria se tornar “agilidade na negociação”. Imprensinha de merda.

  5. Luiz Ferreira Says:

    O Paulo Nobre também gosta de correr de Porsche.
    Isto explica muita coisa.

    Lina: kkkkkkkkkk

  6. Felipe 6-3-3 Says:

    O São Paulo vendeu o Aloísio e falaram aos quatro cantos que lucraram R$ 8 milhões certo ?
    Então do dinheiro da globo, os R$ 20 milhões, só vão usar R$ 6 milhões pra completar o negócio.
    Ainda tem 14 no caixa.
    Dá pra trazer um zagueiro decente ou um volante de marcação.
    O problema do Kardec é que eu não entendi como o Muricy vai escalar o cara neste time.
    No lugar do Ganso ?

    Lina: Li por ai que outra parte dos R$ 20 mi foram usados pra pagar alguns direitos de imagem em atraso. Bela herança do JJ hein ? Foi embora e deixou o clube em petição de miséria, quem te viu e quem te vê Tricolor ! O Kardec vai jogar no ataque substituindo o Fabuloso que não vai jogar sempre.

  7. luchetta Says:

    Que turminha de jornaleiros mais sem vergonha.
    Agora esses palhaços saíram com a história que tem muito estardalhaço para um jogador que não é nada disso. Concordo, mas quem mesmo está fazendo estardalhaço? O amador dirigente verde e os jornaleiros.
    O que o São Paulo fez foi vislumbrar uma oportunidade de negócio, que caiu no seu colo por inépcia da concorrência, e concretizá-lo. Depois foi obrigado a se defender. O barulho está sendo feito pelos jornaleiros de sempre.
    Em cima do barulho que eles mesmos fizeram, aproveitam para, mais uma vez, jogar o futebol brasileiro para baixo.
    Não é nenhum Careca, dizem. Realmente não é.
    Só que Carecas não brotam de ano em ano no futebol brasileiro. Do meio da década de 70 para cá surgiram o Reinaldo, o Careca, o Romário e o gordo travequeiro.
    Serginho Chulapa, Evair, Roberto Dinamite não foram foras de série, mas estão acima da média.
    Em quase 40 anos surgiram 4 craques. Se colocarmos o Luis Fabiano e o Fred também acima da média, teremos 5. Os outros todos que surgiram nesse tempo estão no mesmo nível do Kardec.
    Canalhas.

    Lina: Luchetta, é só pegar os centro-avantes dos maiores clubes do Brasil e ver quais são melhores que o Kardec. São poucos, O tal de Guerrero por exemplo, é fraco. Damião, outro fraco. No Brasil melhor que ele só o Fabuloso, o Fred, o Barcos e o Jô.

  8. Barman Says:

    Na verdade o palmeiras acabou ai, depois da parmalat, agora é umdoente terminal.
    Qie morra logo.

    Lina: Que morra logo ! Aliás estão construindo um belo jazigo na Lapa…

  9. Marcelo Abdul Says:

    Para mim é o fim da picada dois cartolas brigarem por causa de um jogador de série B, que estava encostado no Benfica. É o fim da picada. Prova da decadência do futebol brasileiro. Quanto a ética é cada um por si. Liga independente ? Está morta e enterrada e o próximo presidente da CBF vai ser o Del Nero…não tem nada ruim que não possa piorar.

    Lina: Tá ruim mesmo, e eu ainda tinha esperança de ver um esquadrão como os Menudos, ou os times de Telê ou ainda o time de Lugano, M1TO e cia. Mas pelo andar da carruagem, teremos Kardecs como astros pra baixo…

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: