Archive for 3 de dezembro de 2012

Pedro Virgílio Rocha Franchetti – El Verdugo

03/12/2012

Pedro RochaSalve Soberania !

Pedro Rocha, um dos maiores craques que o São Paulo FC teve a honra de ter em seus quadros, completa hoje 70 anos.

Não o vi jogar, mas meu pai falava muito sobre ele.

Era tão respeitado por seu futebol, que chegou a ser eleito por Pelé, em uma escolha informal, um dos cinco maiores jogadores do mundo em seu tempo.

Fez parte de duas formações diferentes do time sãopaulino. A primeira com Gérson, Toninho Guerreiro, Édson, Terto e companhia. E a segunda com Serginho Chulapa, Zé Carlos, Muricy, Waldir Peres, Gilberto Sorriso e outros jovens jogadores do Tricolor.

Depois que deixou os gramados, foi técnico de várias equipes do país entre elas Mogi-Mirim e Portuguesa.

Vítima de um AVC em 2009, Pedro Rocha que não ganhou tanto dinheiro com o futebol, tem o seu tratamento custeado pelo São Paulo, amigos e familiares.

Em situação de saúde delicada, São Paulo e Peñarol decidiram se mexer para homenagear o jogador ainda em vida, em amistoso que deve acontecer em janeiro no Morumbi.

Feliz aniversário Verdugo ! Força.

SPFC 1975História

Alto, magro, elegante e tranqüilo, o uruguaio Pedro Rocha chegou ao São Paulo em agosto de 1970, comprado do Peñarol, de Montevidéu, por 880 mil cruzeiros. Àquela altura, já havia jogado as Copas do Mundo de 1962, 1966 e 1970 pelo Uruguai (jogaria, ainda, a de 1974). Tinha vencido dois Mundiais Interclubes (1961 e 1966) e três Libertadores (1960, 1961 e 1966), além de sete Campeonatos Uruguaios pelo Peñarol. Era, enfim, um jogador já consagrado internacionalmente.

No São Paulo, sua função bem diferente da que exercia no ataque do histórico time do Peñarol, campeão de tudo o que disputou nos anos 60, formado por Abbadie, Cortes, Spencer, ele e Joya. Como era de se esperar, a experiência deu errado. Não para o time, que em 1971 chegou ao bicampeonato paulista, mas para o craque uruguaio.

As coisas só começaram a melhorar para o lado dele quando Gérson foi vendido ao Fluminense, em 1972. Mais solto, Pedro Rocha começou a mostra todo o seu grande futebol. Chegou a ser artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1972, ao lado de Dario (o Dadá Maravilha), com 17 gols – Rocha é, até hoje, o único estrangeiro que conseguiu essa façanha.

SPFC 1975 2Em 1975, o São Paulo foi novamente campeão paulista, graças à boa fase do Verdugo (apelido herdado do goleador argentino Eduardo Hoberg, o primeiro a ser chamado de verdugo, ou carrasco, dos goleiros adversários). Rocha manteve-se como o principal jogador tricolor até 1977, ano da chegada do técnico Rubens Minelli.

Emprestado ao Coritiba, Pedro Rocha sagrou-se campeão paranaense de 1978. Antes de encerrar a carreira, passou ainda pelo Toros Neza, do México. Tornou-se treinador de futebol e comandou equipes como Mogi Mirim, Portuguesa e Rio Branco (SP).

Clubes

Peñarol (URU): 1960 – 1970
São Paulo (SP): 1971 – 1977
Coritiba (PR): 1978 – 1978
Toros Neza (MEX): 1979 – 1980

Títulos

Copa Libertadores da América – 1960 – Peñarol
Campeonato Uruguaio – 1960 – Peñarol
Mundial Interclubes – 1961 – Peñarol
Copa Libertadores da América – 1961 – Peñarol
Campeonato Uruguaio – 1961 – Peñarol
Campeonato Uruguaio – 1962 – Peñarol
Campeonato Uruguaio – 1964 – Peñarol
Campeonato Uruguaio – 1965 – Peñarol
Mundial Interclubes – 1966 – Peñarol
Copa Libertadores da América – 1966 – Peñarol
Campeonato Uruguaio – 1967 – Peñarol
Campeonato Uruguaio – 1968 – Peñarol
Campeonato Paulista – 1971 – São Paulo
Campeonato Paulista – 1975 – São Paulo
Campeonato Paranaense – 1978 – Coritiba

Feitos

Artilheiro do Campeonato Uruguaio (18 gols) – 1963 – Peñarol
Artilheiro do Campeonato Uruguaio (15 gols) – 1965 – Peñarol
Artilheiro do Campeonato Uruguaio (8 gols) – 1968 – Peñarol
Artilheiro do Campeonato Brasileiro (17 gols) – 1972 – São Paulo
Bola de Prata da revista “Placar” – 1973 – São Paulo
Artilheiro da Copa Libertadores da América (7 gols) – 1974 – São Paulo

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São Paulo B 3×1 Travestis

03/12/2012

Salve Soberania !

É o que eu costumo dizer: sem padrinho na CBF pra cuidar da arbitragem, de convocações e do STJD, a história é bem diferente. Porque na bola, assim como em matéria de competência administrativa, elas não são de nada. Se fossem, não precisariam se apoiar na bengala dos favorecimentos ilícitos e nem do erário público pra construir estádio e pra conseguir patrocínio.

Em condições de igualdade – o que sempre pedimos, sem favorecimentos a ninguém – o resultado é sempre este: o Tricolor ganhando e bem.

Neste campeonato brasileiro, o saldo é duas vitórias no turno e no returno, o que significa dizer que na partida que é um campeonato a parte, o São Paulo levou o caneco duas vezes.

O freguês, voltou.

Como se já não fosse bom o bastante vencê-las  no estádio que a mídia costuma dizer que é delas, ainda vencemos o segundo-turno, conquistando o troféu João Saldanha, premiando a excelente jornada na segunda metade do campeonato brasileiro de 2012.

Mas isto não é tudo, afinal a fase é ótima e vai melhorar e muito em 2013. Estamos na final da copa Sulamericana e vamos vencer, atingindo assim todos os objetivos traçados: Libertadores 2013 e um título no ano.

Surpresa geral no começo do jogo, ver que o que foi dito durante a semana não se concretizou, já que a informação era que o São Paulo entraria completo.

Nem precisou.

No inicio da partida, em um vacilo da zaga Tricolor, o timinho da marginal fez 0x1, deixando o tobogã ainda mais fresco. Mas a brisa gelada logo se dissipou, já que na seqüência aos 15, Douglas, em ótima assistência do craque Ganso, empata o jogo em chute cruzado, sem defesa para o frangueiro da marginal. 1×1.

Era dia do Maicon, e ele fez um golaço pra virar a partida. O lance foi assim. A jogada começa com o Douglas tocando para o Ganso pela direita. Este encontra o Maicon perto da grande área e passa, recebe de volta e com uma facilidade imensa, deixa o Maicon em ótima posição para bater com o pé esquerdo, tirando do alcance do franqueiro da marginal. Golaço. Lance perfeito, digno de aplausos. O time que gosta de fazer golaços, colocou mais um na lista. 2×1.

No segundo-tempo, as meninas da marginal estavam nervosinhas, principalmente o mini-travesti que chutou o Casemiro no chão e foi expulso direto.

Em seguida Maicon, o nome do jogo, escapuliu pela direita e chutou cruzado, aumentando o placar da virada: 3×1.

Depois não entendi direito a razão, mas pouco antes do final, o meliante de preto expulsou o Willian José, que em 2013 deve jogar no museu Pelé.

Final de jogo, passaporte traveco carimbado e a massa que mais cresce no país dava o recado:

“Sou, sou Tricolor ! Sou, sou Tricolor !
Tenho Libertadores,
Não alugo estádio.
Sou hexa brasileiro,
Nunca fui rebaixado.”

Dorme agora com esse  barulho travesti.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 3 x 1 CORINTHIANS

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 2 de dezembro de 2012 (domingo )
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Assistentes: Rogério Pablo Zanardo e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP)
Cartões amarelos: Douglas, Maicon, Willian José, Edson Silva (São Paulo); Douglas, Emerson (Corinthians)
Cartões vermelhos: Willian José (São Paulo); Jorge Henrique (Corinthians)

Gols: SÃO PAULO: Douglas, aos 14 minutos do primeiro tempo, e Maicon, aos 23 minutos do primeiro tempo e aos 22 minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Guerrero, aos 12 minutos do primeiro tempo

Público: 22.436 pagantes
Renda: R$ 403.275,00

SÃO PAULO: Denis; Lucas Farias (Cañete), João Filipe, Edson Silva e Henrique Miranda (Ademilson); Casemiro, Maicon (João Schmidt), Douglas e Ganso; Cícero e Willian José Técnico: Ney Franco

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro (Martínez), Chicão, Wallace e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Douglas e Danilo (Edenílson); Emerson e Guerrero (Jorge Henrique) Técnico: Tite

Via Gazeta Esportiva

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