20 de Setembro de 1942

O Estado de São Paulo de 22 de setembro de 1942

O Estado de São Paulo de 22 de setembro de 1942

Salve Soberania !

Hoje é um daqueles dias em que os mitômanos se reunirão pra falar bobagens a respeito daquela partida ocorrida há 70 anos atrás.

Juiz comprado, violência em campo, expulsão injusta, penalti inexistente marcado, falso patriotismo, foram alguns dos ingredientes que envolveram a final do campeonato paulista em 1942.

Dizem que há uma súmula na sala de troféus do guarani da turiaçu, celebrando uma suposta fuga do São Paulo de campo.

Não é verdade.

O Estado de São Paulo de 22 de setembro de 1942

O Estado de São Paulo de 22 de setembro de 1942

As provas estão nos jornais que circularam a época e que estão aqui publicados.

Se você quiser saber mais a respeito do que realmente aconteceu naquele dia, acesse os links abaixo.

1942 – O São Paulo Não Fugiu de Campo !

1942 – Desmistificando Mitos, Inverdades e Invenções

Todos os posts tem fontes e links para sua consulta.

Nenhuma invenção, apenas a verdade.

Saudações Tricolores.

Relacionados

Há 70 anos, uma estreia histórica e gloriosa

Oberdan Cattani: ‘Lutaríamos pelo Brasil e não pela Itália’

70 anos depois, único vivo da Arrancada Heroica se diz aborrecido com Palmeiras

Ouça a entrevista com o ex-goleiro do Palmeiras Oberdan Cattani

***(*) ******(*)

Anúncios

12 Respostas to “20 de Setembro de 1942”

  1. Henrique Soberano Says:

    Como diz o ditado, quem conta um conto, aumenta um ponto.

  2. Guedes Says:

    E depois de 70 anos, a segunda queda.
    Bi série B.
    kkkkkkkkkkkkk

    • O Rei da América Says:

      Duas quedas pra série B é muito pouco pra quem já jogou gás no vestiário dos outros.

  3. Jorge Tri-Hexa Says:

    Faltam 13 jogos para mais uma mancha nesta história cheia de capítulos nebulosos.

    • Alemão Says:

      Não vai precisar nem de 13.
      Vão ser rebaixados com rodadas de antecedência.
      hahahahahahaha

  4. Felipe 6-3-3 Says:

    Na entrevista do Oberdan Cattani, ele não fala em nenhum momento que o São Paulo fugiu de campo, reparou ?

  5. Franklin Says:

    E o palmeiras vai mudar de nome de novo agora.
    Vai se chamar BiB.
    Bi-série B.
    kkkkkkkkkkkkkkk

  6. Franklin Says:

  7. Alemão Says:

    Lina, os caras estão a beira do rebaixamento e você pisa no rabo da mentira assim ?
    hahahahahaha

  8. Pork's Says:

    Tem coisas que só o palmeiras faz por você.

  9. Finorio Says:

    Lina, para de escrever sobre este clube falido.
    Nós temos mais o que fazer !
    Ganso chegou, vem o Kaká e o Lugano.
    O resto que se dane.

  10. Canhoteiro Says:

    Lina, ontem eu estava tão feliz com as notícias do Ganso que nem me dei conta do seu post.
    Viu o que o juquinha reproduziu ?

    20.09.2012 – 23:55
    O dia que o Palestra continuou no Palmeiras
    101

    Juca Kfouri

    Por Jota Christianini*

    Noite fria, céu escuro, muito escuro, nenhuma estrela, sombrio, como sombria eram as notícias que chegavam. Eram os homens que entravam, eram as esperanças que pareciam morrer.

    Tomasino berra:

    – Por que essa perseguição? Nós somos tão brasileiros quanto eles!

    Adalberto lamenta:

    – Logo hoje que o Adami não está, nem o Pelegrini, temos que tomar essa decisão, mas o Leonardo taí e vai assumir a Presidência, a reunião vai começar.

    O frio era muito intenso, os homens chegavam, alguns poucos de automóvel, a maioria de bonde, desciam na Avenida Água Branca, cruzavam os portões, com a fisionomia preocupada. Era tudo muito difícil, tudo muito injusto.

    Paschoal secretariando a reunião avisa:

    – Não tem mais tolerância, podemos ter o nosso estádio confiscado e perdermos todos os pontos do campeonato. Querem usar o decreto de março que diz que os bens dos estrangeiros seriam tomados.

    Tomasino, fora da sala, escuta e berra :

    – E por que ninguém reclamou na Revolução de 32, quando, os atletas do Palestra, fizeram o batalhão de esportistas e foram lutar pela democracia?

    Pediam calma, mas Tomasino insistia:

    – Quando transformamos o estádio em hospital, epidemia de gripe, não apareceu ninguém para dizer que não éramos brasileiros?

    O presidente em exercício, Leonardo tenta falar com a autoridade que exige a mudança de nome ou tomará as medidas drásticas contra o o clube.

    Não tem êxito!

    Passa o telefone ao Capitão Adalberto que argumenta com a lógica: Palestra é um nome grego e que desde março já não somos Itália, portanto o decreto contra nomes estrangeiros não nos atinge.

    Não tem êxito também.

    Não adianta usar os argumentos do presidente do Conselho Nacional de Desportos, João Lyra Filho que escreveu que não ha propósito exigir a troca de nome e que se isso fosse levado a ferro e fogo ele mesmo teria que trocar seu nome, ja que Lyra é o nome da moeda italiana.

    Tomasino reúne os sócios e começam a encher barricas de gasolina e colocá-las ao redor do estádio:

    – Se vierem tomar, nós preferimos tocar fogo do que entregar o que é nosso, compramos com nosso dinheiro. O Palestra não usou dinheiro do governo para comprar o estádio.

    Prossegue a reunião. Chega um telegrama, vindo do Corinthians, hipotecando solidariedade ao Palestra. Assina Vicente, um jovem conselheiro, também imigrante.

    O doutor Mario pede a palavra e diz que não nos querem Palestra, mas que seremos fortes para prosseguir, pois nascemos para vencer e nada nos destruirá, ainda mais que sabemos muito bem quem está por trás de tudo isso, atrás do nosso estádio e atrás do nosso campeonato.

    Vincenzo, fundador do Palestra, dramaturgo, jornalista, astrônomo e ator usa um pouco de cada uma das ocupações para ordenar o recinto.

    Não adianta o sangue palestrino ferve.

    Três conselheiros saem apressados e cortando a noite pelas ruas escuras vão a casa do Sr. Olival.

    Todos esperam, Tomasino e seus amigos, nervosos, circulam pelo estádio de olho nos portões.

    Hora depois o carro volta, olhares tristes dos amigos do Tomasino confrontam com os ocupantes do carro, parecem esperançosos.

    Olival não só autorizou como fez questão de vir junto, avisa Adalberto.

    Reiniciam a reunião. Dr. Mario, completa a frase

    – “NÃO NOS QUEREM PALESTRA, POIS SEREMOS PALMEIRAS E NASCEMOS PARA SER CAMPEÕES”.

    Enrico diz que o Palestra continua no Palmeiras e Oberdan vai jogar para sempre de azul para lembrar a Itália.

    Os gritos de alegria e os abraços contagiam.

    O Palestra muda para Palmeiras para continuar sendo Palestra.

    Lá fora Tomasino avisa

    – Domingo, dia 20 de setembro, vamos dar de relho neles, para mostrar que agora aqui é Palmeiras!

    Todos saem abraçados, mais uma etapa estava vencida, a madrugada antes fria parece bem mais agradável, vão todos para a cantina 1060 no Brás. Dizem que faltou vinho naquela noite.

    Vincenzo o astrônomo olha para o céu, agora bem mais claro. Olhos fixos:

    – Nasceu uma nova estrela, e de primeira grandeza!
    ***

    NOMINATA

    Adami – Italo Adami presidente licenciado do Palestra em 42;

    Pelegrini – Hygino Pelegrini, presidente em exercício que não pode presidir a reunião;

    Leonardo – Leonardo Lotufo, presidente interino na célebre reunião de 42;

    Adalberto – Capitão Adalberto Mendes, capitão do exército que entraria na frente do time no domingo seguinte, dia 20, quando ganhamos do SPFC por 3×1 e na iminência da marcação do quarto gol, eles fugiram do campo;

    Paschoal – Paschoal Walter Byron Giuliano, secretariou a reunião; depois tornou-se um dos maiores presidentes do Palmeiras;

    Enrico – Enrico Di Martino, disse: “O Palestra continua no Palmeiras”; foi presidente do clube, um dos melhores;

    Vicente – Vicente Matheus, conselheiro corintiano que solidarizou-se com o Palestra;

    Doutor Mario – Mario Minervino, advogado, autor da frase, “Não nos querem Palestra, seremos Palmeiras e nascemos para ser campeões”;

    Olival – Olival Costa, presidente da A.A. Palmeiras, sempre grande amigo do Palestra, foi chamado à reunião para autorizar o uso do nome Palmeiras;

    Vincenzo – Vincenzo Ragognetti, fundador do Palestra e primeiro diretor de futebol;

    Tomasino – TODOS NÓS!

    *Jota Christianini é historiador palmeirense.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: