A “Novela Oscar” e a “Recopa Brasileira” Embutida na Libertadores”

Por @jornalino

Tem gente que justifica o provérbio “pimenta nos olhos dos outros é refresco”, conceituando, ao sabor de seus interesses, fatos semelhantes de maneira desigual.

Um caso típico dessa “conceituação de  conveniência”  está acontecendo  no Rio Grande do Sul, a partir de críticas que têm sido feitas ao São Paulo F.C., por ter recorrido à Justiça,  tentando se ressarcir do  prejuízo sofrido com a saída do jogador Oscar, que optou por assinar contrato com o Internacional, por sua conta e risco.

Na tribuna do Senado – que não é o foro ideal para debater questões dessa ordem  – os três senadores gaúchos, Pedro Simon (PMDB), Ana Amélia Lemos (PP) e Paulo Paim (PT)  uniram-se, para defender – como disseram –  o direito de Oscar trabalhar no Internacional.

Até aí nada demais, já que talvez a intenção dos parlamentares gaúchos tenha sido a de abraçar essa causa  como desportistas e não como representantes do povo gaúcho no Senado da República.

O problema é que Pedro Símon, o mais velho e experiente deles, descambou deselegantemente para uma tipo de insinuação que não condiz com a forma de pensar e agir do homem do Pampa,   sempre fiel  à noção de brasilidade que une a grande nação brasileira do Caburaí ao Chuí.

Manifestando-se sobre  o assunto,  Simon deu a entender que os gaúchos precisariam se unir com veemência para que “a novela Oscar”  venha a ter  um desfecho favorável aos interesses do Rio Grande do Sul, já que – segundo ele –  quem manda no Brasil é São Paulo.

A essa altura da vida, com quase 60 anos de militância política, o senador Pedro Simon deveria saber que os regionalismos exacerbados de outras épocas, que colocavam  estados irmãos em campos opostos,  já foram sepultados nos escaninhos da história,  há mais de meio século.

Como desportista, deveria ter a grandeza de entender que o São Paulo  está fazendo o seu papel ao tentar buscar na Justiça aquilo  que considera ser  um direito seu, já que é  o clube formador do atleta  que o trocou pelo Internacional, de maneira um tanto nebulosa.

Deveria se dar conta, também, de que Oscar assinou contrato com o clube colorado  em situação bastante parecida com aquela em que Ronaldinho trocou o Grêmio pelos Paris Saint Germain, causando  enorme prejuízo ao clube gaúcho, fato que o Rio Grande inteiro condenou.

Destoando das insinuações bairristas do velho senador  gaudério,  o Tribunal Superior do Trabalho concedeu, dia 26 de abril,  uma   ‘habeas corpus’ a Oscar,  liberando-o, salvo juízo em contrário,  para jogar onde quiser.

Interessada  direto na questão,  a Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias contestou a presença de Oscar no primeiro jogo da decisão do Gauchão, no qual empatou com o Inter em 1 a 1, alegando  que o ‘habeas corpus’  é um recurso jurídico que garante a liberdade do cidadão  e não o direito do atleta de atuar profissionalmente.

O curioso é que esse pleito do Caxias, clube da cidade de Pedro Simon (Caxias do Sul) ,  bate de frente com a tese de injustiçado,  defendida  pelo senador gaúcho  e seus colegas de parlamento, em relação  ao jogador Oscar.

Afinal, assim como o “todo poderoso  São Paulo”, consoante o que disse Simon, a agremiação caxiense  estaria  “conspirando”, através dessa demanda,  contra o direito de trabalhar do jogador Oscar.

Será que, se o Caxias obtiver ganho de causa nessa questão, o senador Pedro Simon vai atribuir tal resultado a um suposto “jogo de influência” de Caxias do Sul,  sobrepujando Porto Alegre junto ao Tribunal de Justiça Desportiva ?

Essa  reviravolta na liberação de Oscar, por conta do ‘habeas-corpus’ concedido pelo TST, está fazendo a direção colorada pensar duas vezes antes de colocá-lo para jogar contra o Fluminense, logo mais, pela Libertadores, mesmo que a CBF tenha liberado o atleta para esse jogo.

Não se pode esquecer que o torneio é internacional e o seguro,  nesse caso, seria o “sinal verde” da Conmebol, que até pode já ter chegado ou estar a caminho, nesta quinta-feira de decisão.

Aliás, esse confronto reúne dois clubes que irão decidir o título de campeão de seus estados, domingo,  em situações diametralmente opostas.

Aquele que vencer vai para a decisão do certame estadual  com o moral lá em cima, entrando em campo motivado pela classificação à próxima etapa da Libertadores

O que perder  parte para essa decisão com o moral lá nos calcanhares, carregando nas costas, dentro das quatro linhas,  o  pesado fardo  da desclassificação no certame  mais importante das três Américas.

Via Terceiro Tempo

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10 Respostas to “A “Novela Oscar” e a “Recopa Brasileira” Embutida na Libertadores””

  1. Guedes Says:

    Até a politicagem está envolvida nisso.
    Agora é que entrou merda mesmo no negócio.

    Lina: Amigo, em tudo que é errado tem politicagem.

  2. Barman Says:

    Vai virar guerrinha bairrista ?
    Quantos torcedores tem o Escóriacional ? 3 milhões ?
    Povinho sem noção do cassete..

    Lina: Pois é.

  3. José Roberto Says:

    Pedsro Simon não serve de exemplo para ninguém.
    Primeiro, por ser gaucho e é aquele povo que o reconduz a cadeira de senador, portanto esqueçam que ele possa agir, opnar com a razão.
    Segundo, quando do escandalo do mensalão ficou do lado dos pilantras deu como justificativa que o brasil não poderia ser prejudicado, na época do FHC se posicionou contra as privatizações, na hora do vamos ver ficou do lado do presidente com a mesma conversa de semprer, tudo pelo bem do Brasil.
    Na época mandei me protesto a ele e não obtive resposta.
    Portando esqueçam alguma coisa que preste deste velho gagá.

    Lina: Nenhum deles é exemplo.

  4. José Roberto Says:

    E mais pedro simon votou pela não cassação do do zé dirceu.
    Como levar esse cara a sério?

    Lina: Que beleza.

  5. Jorge Tri-Hexa Says:

    Interessante este texto.
    Engraçado é que não tem nenhum senador defendendo o São Paulo em Brasília, não é maravilhoso ?

    Lina: Cara, é questão de mentalidade. Os pequenos estufam o peito para mostrar sua “pseudo” grandeza… Coisa de idiota.

  6. Felipe 6-3-3 Says:

    Qualquer pessoa com bom senso e um pouco de inteligência, verá que a saída do Oscar do São Paulo, vai criar um precedente terrível para os formadores.
    Querem acabar com o futebol no Brasil.
    Em alguns anos, não haverão mais divisões de base de clubes brasileiros, os estrangeiros virão aqui e farão peneiras para levar os talentos brasileiros direto para a europa, sem precisar pagar aos clubes do país pelos direitos.
    E esta gente ao invés de proteger o país, quer proteger um clube mal caráter.

    Lina: Eu espero que todos percam jogadores do mesmo jeito que o São Paulo perdeu o merdinha. Quero ver quem vai reclamar depois.

  7. Luiz Ferreira Says:

    Concordo com o texto.
    Bairrismo não pode existir de maneira nenhuma, principalmente quando envolve questões nacionais mais importantes.
    De boa e sem generalizar, mas gaúcho é um povinho de merda.
    Regionalista e de mente tacanha.
    Merecem mesmo se separar do Brasil.
    E que separem.

    Lina: Não faria falta.

  8. O Rei da América Says:

    Gaúcho não é bairrista, é viado mesmo.

    Lina: kkkkkkkk. Boa.

  9. Finorio Says:

    Sinceramente ?
    O Oscar que vá pro inferno.
    O São Paulo é o maior clube das américas e nunca precisou dele.
    Ponto final.

    Lina: Isso é verdade.

  10. Marcos Tri Says:

    Todo mundo que é mediocre, quer provar ao mundo que não é.
    Foda-se o internacional, foda-se o oscar e foda-se o rio grande do sul.

    Lina: E as gaúchas ? kkkkkkk

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