16/12/1935 Nasce o Gigante: São Paulo FC

Salve Soberania !

É dia de festa pra nação que mais cresce no país. Nação que carrega o manto sagrado, uma camisa singular e pesada. E não é pra menos: único clube do pais  HEXA CAMPEÃO BRASILEIRO dos quais TRÊS consecutivos, TRI-CAMPEÃO da LIBERTADORES e TRI-CAMPEÃO do MUNDO !!!

Hoje é o aniversário do Gigante das Américas. Soberano em glórias, odiado e combatido mas sempre vencedor. O clube que nasceu gigante, DNA do Paulistano, a máquina da era amadora do futebol brasileiro. São Paulo Futebol Clube, que foi fundado em 1930 e se tornou campeão já no ano seguinte em 1931. Se endividou, e teve que se fundir, renascendo oficialmente a exatos 76 anos.

Segue um pouco dessa história linda para comemorar este dia.

Abraços e Saudações Tricolores

***

História

Entender como começou o São Paulo não é tarefa assim tão fácil. Não adianta querer resumir a história com ternura, como “fulano, sertano e alcatrano se juntaram, cada um escolheu sua cor preferida e assim nasceu o Tricolor”. Não.

Era começo do século XX, e nessa época as coisas eram enroladas. A trama essencial do enredo é a seguinte: em 1900, foi o fundado o Clube Atlético Paulistano (cujas cores eram branco e vermelho), time do mítico Friedenreich, equipe que ganhava tudo nas ligas amadoras das três primeiras décadas do século. Só que o clube não queria saber de profissionalizar seus jogadores e, então, decidiu acabar com o departamento de futebol. Outro clube, o Associação Atlética das Palmeiras (que era alvinegro), resolveu fazer o mesmo.  Em 1930, órfãos dos dois lados se juntaram para criar o São Paulo da Floresta – com o vermelho, o branco e o preto como suas cores.

O time que reunia dois dos maiores nomes da Proto-História do futebol brasileiro – Friedenreich e Araken Patuska – conseguiu seu primeiro título paulista em 1931 e fez história outra vez em 1933, quando venceu o Santos por 5 x 1 na primeira partida profissional de futebol do Brasil. Só que, como sempre, apareceu o dinheiro para complicar as histórias. Por causa de uma dívida, o São Paulo da Floresta teve que se fundir ao Tietê e finalmente, em 14 de maio de 1935, foi dissolvido. Só que a semente já estava plantada: 20 dias depois, em 4 de junho, um grupo de ex-sócios do São Paulo da Floresta assinou a criação do Clube Atlético São Paulo. Em 16 de dezembro daquele ano, o nome foi alterado para São Paulo Futebol Clube – e aqui sim começa de verdade nossa história.

Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, faz o primeiro gol de bicicleta da história

Ainda levou um tempo até que a versão definitiva do clube engrenasse, mas, quando isso aconteceu, foi para realmente passar a fazer companhia aos grandes Corinthians e Palestra Itália. Três fatos foram essenciais para isso: a fusão com ainda outro clube, o Estudante Paulista, em 1938; o arrendamento do estádio do Canindé e, em 1942, a primeira grande contratação de sua história. Por inimagináveis 200 contos de réis, com fama de “bonde” que já havia passado por sua melhor fase, chegou Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”. Se o melhor momento de sua carreira já havia passado ou não, pode-se até discutir, mas o fato é que, com o atacante, o Tricolor foi campeão paulista cinco vezes naquela década: em 1943, 45, 46, 48 e 49. Nas três últimas conquistas, contando com aquela que talvez tenha sido a linha média mais famosa do nosso futebol: os “Três Mosqueteiros” Rui, Bauer e Noronha.

Equipe do São Paulo no Paulista de 1957

Até então, tudo parecia estar caminhando muito bem, obrigado. Mas o São Paulo acabaria embarcando num sonho que, por polêmico que tenha sido à época, acabou gerando frutos até hoje. Decidiu-se correr atrás da construção de um grande estádio. E, em 1952, o então presidente Cícero Pompeu de Toledo inaugurou a pedra fundamental, no meio de um terreno que não poderia ser mais ermo e desabitado. “Loucura”,pensou a maioria. E isso porque, a princípio, alguns títulos ainda continuaram pipocando: os Paulistas de 1953 e, principalmente, o de 57 – capitaneado por duas lendas, o mestre Zizinho e Canhoteiro, o “Garricha do lado de lá”.

Foi bom aproveitar, porque o que se seguiu foi um jejum que fez do clube mais assunto entre o pessoal da engenharia civil do que o do futebol. A primeira etapa da construção do Morumbi foi inaugurada em 2 de outubro de 1960: vitória por 1 x 0 sobre o Sporting de Lisboa. Mas só dez anos e 70 milhões de dólares depois é que o sonho realmente virou realidade. Em 1970, a obra foi concluída.

 
Os ídolos tricolores Careca e Pedro Rocha

E, coincidência ou não, voltaram os títulos: em 70 – com Forlán, Roberto Dias e Toninho Guerreiro – e, no ano seguinte, já com dois monstros no meio-campo, Gérson e Pedro Rocha.

As coisas estavam ficando claras: o São Paulo era um dos grandes times do Estado e aquele com o maior estádio particular do mundo. Legal. Mas, estar na elite do futebol paulista ainda parecia ser pouco. Quando o Campeonato Brasileiro passou a existir, foi a vez de o time alçar vôos maiores, que foi o que aconteceu a partir da década de 70. Depois de dois vice-campeonatos – em 71 e 73 -, o título inédito chegou em 1977, em Belo Horizonte, na disputa de pênaltis. O Atlético-MG até que tinha mais time, mas o São Paulo tinha a garra de Chicão e os gols de Serginho Chulapa. Foi o primeiro passo para ter uma imagem de vencedor em todo o País. A década de 80 se responsabilizaria pelos passos seguintes: Oscar, Darío Pereyra, Falcão e os “Menudos” Careca, Silas, Müller e Sidney. Montar esquadrões virou praxe, e o bicampeonato brasileiro em 1986 deixou isso bem claro.

 
Telê Santana foi bicampeão mundial

O Estado de São Paulo, o Brasil e, finalmente, a América do Sul (e por que não o mundo?). A trajetória são-paulina seguiu essa lógica. Por causa dos títulos internacionais e da qualidade de sua infra-estrutura – especialmente o Centro de Treinamento da Barra Funda, construído em 1988 -, o São Paulo virou referência de clube brasileiro organizado e viu sua torcida inchar desmedidamente. Também, quem não ia querer torcer para o time durante a Era Telê Santana? Foram dois títulos consecutivos da Libertadores da América, cada qual seguido de um título da Copa Intercontinental, no Japão – primeiro contra o Barcelona, depois contra o Milan. Raí, Palhinha, Cafu, Müller – aquele São Paulo de repente passou a ser colocado na mesma frase que “Santos de Pelé” como esquadrões mais vitoriosos no País no exterior.

Só que o auge do sucesso internacional do São Paulo coincidiu com o crescimento rápido e descontrolado da tendência exportadora do futebol do Brasil: todo craque que se destacava aqui, imediatamente virava negócio para Europa.

 
Kaká em ação pelo São Paulo

Com isso, ser time de glórias passou a ser sinônimo de negociar jogadores: começou com Raí para o Paris Saint-Germain em 93. A partir dali, Juninho, Edmílson, Denílson, Kaká, Luís Fabiano… Todo mundo que ajudou o Tricolor a conquistar títulos durante a década de 90 e começo dos anos 2000 acabou partindo para a Europa.

Quando essa tendência deixou de ser tendência para ser a realidade do Brasil, o São Paulo foi o clube que melhor se adaptou: a fama passou a ser a de conquistar jogadores que atuam na Europa para se recuperar no CT bem equipado e a de contratar bem dentro das possibilidades do mercado. Veio o tri da Libertadores em 2005, coroado com um título daquele que agora era o Mundial de Clubes, contra o Liverpool – o auge da geração que tem como ícone maior o goleiro-artilheiro Rogério Ceni. Em 2006, 2007 e 2008, mais três títulos nacionais, para chegar a 6. A fama de clube organizado evoluiu: agora mais do que nunca, a imagem do São Paulo no Brasil é de time vencedor.

 
Rogério Ceni conquistou uma Libertadores, um Mundial e três Brasileiros

Relacionados

76 anos de fé e conquistas

76 anos de glórias

***(*) ******(*)

Anúncios

21 Respostas to “16/12/1935 Nasce o Gigante: São Paulo FC”

  1. Edu Tricolor Says:

    Parabéns São Paulo !
    Tão novo e soberano.

  2. Guedes Says:

    Duvidaram, acharam que eu não era capaz, zombaram de mim, disseram que eu jamais seria grande, que eu seria campeão somente se a “moeda” caísse em pé, afirmaram que eu nunca seria igualado ao nível dos dois “grandes” daquela época, não desisti, sabia que eles estavam errados, pois meu nome carregava a história de uma cidade, a qual já era a maior da “américa latina” e que minhas cores vermelho, preto e branco despertavam um amor febril, um espirito inabalável de raça e a Soberania de um clube glorioso !

    Pouco a pouco ia me destacando, fui eleito “O Mais Querido”, e os votos obtidos por mim, foram maiores que a soma dos dois ditos “grandes clubes”, é camarada a “moeda“ caiu em pé. Fui campeão paulista em 1943, e depois em 1945, 1946, 1948 e 1949, em 1960 terminei finalmente a construção da minha nova “casa”: o Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), meu primeiro título Brasileiro veio em 1977, e depois não parei mais: 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008.

    Hoje posso dizer que com apenas 76 anos de existência sou hexa campeão brasileiro, três vezes campeão da américa e três vezes campeão do nundo, dentre outros títulos e com a minha raça e o amor de minha torcida consegui chegar até aqui, sendo o melhor clube do Brasil e entre os melhores da américa do sul. Tenho orgulhosamente a 3ª maior torcida do país, carrego uma história gloriosa e a cada dia me fortaleço e me torno mais “Soberano”, eu sou o

    São Paulo Futebol Clube

    – O Mais Querido;
    – O Clube da Fé ;
    – O Tricolor ;

    PARABÉNS SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE PELOS 76 ANOS DE GLÓRIAS E ALEGRIAS !

    • Henrique Soberano Says:

      Que bonito Guedes.
      Foi você que criou ?
      Parabéns.

    • Guedes Says:

      Não fui eu, achei na internet.
      Mas é lindo mesmo.

    • SOBERANIA Says:

      Fiquei todo arrepiado agora.
      Esse clube tem o poder de me emocionar.
      Eu te amo Tricolor !

    • Finorio Says:

      Maravilhoso texto.

    • Felipe 6-3-3 Says:

      Serei Tricolor,
      Mesmo que a bola não entre,
      Mesmo que o Morumbi se cale,
      Mesmo que o manto sagrado desbote,
      Mesmo que a vitória esteja longe.

      Serei Tricolor,
      Seja longa a jornada,
      Seja dura a caminhada,
      Tricolor no peito e na alma,
      Tricolor até morrer !

      “Em meio a milhões de palavras, restam apenas quatro,
      Que explicam,
      Não justificam,
      Nem estabelecem razão para tudo o que sentimos.

      Quatro palavras curtas,
      Que só fazem sentido juntas !

      Quatro palavras que,
      Não importa o que já tenha acontecido no passado,
      Ou que aconteça daqui pra frente,
      Sempre terão a força, que nenhum argumento tem.”

      SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

  3. Renato Soares Says:

    História linda, digna de um gigante, o maior das américas !
    Parabéns São Paulo !

  4. Henrique Soberano Says:

    Olê, olê, olê !
    Telê ! Telê !

    Olê, olê, olê !
    Telê ! Telê !

    Olê, olê, olê !
    Telê ! Telê !

    • Finorio Says:

      Olê, olê, olê !
      Telê ! Telê !

      Olê, olê, olê !
      Telê ! Telê !

      Olê, olê, olê !
      Telê ! Telê !
      (2)

  5. SPFC 1935 Says:

    76 anos, e uma história de dar inveja em muito velho gagá.
    hahahahahahahahahaha

  6. Tri-Mundial Says:

    Lina, dois parabéns.
    O primeiro é pelo post sobre o cãozinho que foi espancado, é chocante mas deve ser divulgado para que exista uma atmosfera de indignação na internet, e assim, as autoridades façam valer a lei.
    O segundo parabéns é para esse clube, que mesmo nos tempos de falta de títulos nos orgulha porque basta olhar para trás e ver o que somos.

    “As tuas glórias, vem do passado”.

    Abração

  7. O Rei da América Says:

    Parabéns pra você,
    Nesta data querida,
    Muitas felicidades,
    Muitos anos de vida !

    Parabéns Tricolor !
    Como eu amo você !

    • Finorio Says:

      Parabéns pra você,
      Nesta data querida,
      Muitas felicidades,
      Muitos anos de vida !

      Parabéns Tricolor !
      Como eu amo você !
      (2)

  8. Jorge Tri-Hexa Says:

    76 anos, e uma história linda.
    Parabéns São Paulo !
    Você Nunca me Abandonou !

  9. Felipe 6-3-3 Says:

  10. Felipe 6-3-3 Says:

  11. Felipe 6-3-3 Says:

  12. guinablog Says:

    Como eu agradeço ao meu primo Dinei, que me deu a camisa do Careca e me levou ao Morumbi. Obrigado Dinei, obrigado SPFC!

    Parabéns!!!!!

  13. Messias JOsé Rodrigues Says:

    Não tem adjetivos que possa aplicar para dizer sobre o quanto eu amo o SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE. Nasci sãopaulino e hoje com meus 68 anos só posso agradecer a esse querido clube por ter me dado tantas felicidades. Pela sua grandeza, o SPFC. é invejado, perseguido pelo ricardo teixeira dono da cbf e governador geral do Brasil, mas amado por vinte milhões de pessoas somente neste país, sem contar a torcida no exterior que é imensa. Maravilhoso texto.

    Lina: Valeu Messias ! Grande abraço, saudações tricolores !

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: