Archive for 15 de setembro de 2011

O Ataque das Velhas Rabugentas

15/09/2011

Por Marcelo Abdul

Atenção futebolista!

Hoje em dia é proibido de você ter uma opinião!

Se tiver algo para dizer do árbitro, de um empresário, de um presidente de clube ou de um companheiro de profissão muito cuidado.

Milhares de pessoas vão interpretar mal o que você fala e te malhar como um Judas Iscariotes e parasafreando um fã do Restart

“ Te xingar muito no Twitter”.

Ui!

Amigos. Como o futebol está pedante, careta e babaca. Foi só o Rogério Ceni falar uma frase sobre o Neymar que o mundo todo quase caiu sobre o goleiro artilheiro.

Ok. Vamos ser francos. O guarda redes são paulino exagerou  quando disse que o craque santista simulava 50% das faltas.

Mas qual o problema dele ter expressado isso? O Neymar é o Mahatma Ghandi ou  a madre Tereza de Calcutá? Ele não finge faltas como grande parte dos atacantes do futebol brasileiro?

Alguns torcedores se esquecem que no futebol, certas malandragens são permitidas. O Neymar pode simular faltas sim porque é do jogo. Como craque, ele pode muito bem usar isso a favor dele, como já fez muitas vezes.

Mas o problema de toda essa ladainha nem é a frase do Rogério Ceni e nem o “caí caí” do jovem talento praiano. O pior é ver um monte de torcedor dissimulado interpretar mal uma frase e criar um conflito mítico entre o bem e o mal. A “pobre criança” Neymar contra o “demônio do apocalipse” Rogério Ceni.  Sites, blogs,  jornais e até o presidente do Santos se manifestaram estupidamente.

Dá pra sentir o cheiro de enxofre a cada frase odiosa contra o goleiro por causa de um comentário. Uns falam em inveja, ódio ao garoto da Vila, mágoa, ressentimento pela paradinha entre outras interpretações imbecis.

Não colegas. Rogério Ceni não odeia o Neymar. Aposto que ele sente até uma grande admiração pelo rapaz como todo o torcedor brasileiro amante do bom futebol. O são paulino falou o que ele vê dentro do campo e que acontece em quase todos os gramados do Brasil . Atacante, se puder simula. E tem árbitro banana que apita. Faz parte do jogo de futebol. Com alguns juízes dá certo mas com um Leandro Vuaden não.

Mas as pessoas, maldosas como são, tentam levar tudo para um lado maniqueísta e criam dicotomias inexistentes sem o menor sentido.

Neymar é caçado, recebe e dá porrada e se puder simula faltas sim. Porque ele joga futebol,  não bocha. Assim como o Rogério Ceni se adianta algumas vezes em cobranças de pênaltis e faz cera quando a partida está para acabar. É futebol meu filho!

Com a vinda da internet o torcedor virtual se transformou em uma espécie de Cacilda da fofoca. Aquela velha rabugenta que fala mal de tudo o que você faz em sua vida.  Mas o torcedor é um ser passional e irracional. Isso nós até podemos entender na blogosfera  onde todos são valentões.

O duro é ver  jornalista e até cartola  dar atenção para isso e cair nessa onda fascínora de “espancamento virtual”.

A rabugice tomou conta definitivamente do futebol brasileiro. O pessoal necessita tirar as vendas do seu fanatismo e começar a assistir futebol de verdade.  Daí quem sabe um atleta possa falar tudo o que realmente pensa sem ser admoestado por isso.

Mas por enquanto, pelo que vimos, esse dia está muito longe.  Nós teremos que nos conformar com as frases. ” O grupo tá fechado”, “Perdemos agora é bola pra frente” e aquelas falas que os jogadores repetem há vinte anos e que agradam os cartolas e a imprensa pseudo-intelectual.

Esse é o hipócrita futebol brasileiro.

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A Pequena Sereia

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Internet Assusta os Poderosos

15/09/2011

Por Laurindo LaloLeal Filho, na Revista do Brasil:

Numa noite de sábado o Jornal Nacional surpreendeu os telespectadores. Depois de um intervalo comercial, os apresentadores titulares do programa (que geralmente não trabalham aos sábados) passaram a ler o princípios editoriais das Organizações Globo. Muita gente ficou intrigada. Porque aquilo naquela hora? Não havia mais nenhuma notícia importante no mundo a ser dada? E porque só agora, depois de 86 anos de existência, a empresa resolveu divulgar na TV suas normas de trabalho?

Milhões de telespectadores em todo oBrasil ficaram sem respostas. Só quem tem acesso à internet soube do que se tratava. A explicação para o inusitado texto lido no Jornal Nacional estava no blogue “O Escrevinhador”, de Rodrigo Vianna. Nele eram reproduzidas informações de um jornalista da Globo sobre como a emissora pretendia cobrir a indicação do embaixador Celso Amorim para o Ministério da Defesa.

Durante os oito anos do governo Lula em que esteve à frente do Ministério das relações Exteriores, Amorim sempre foi visto com desagrado pelas Organizações Globo. A empresa não engolia as posições do ministro em defesa da soberania nacional, principalmente quando elas não coincidiam com os interesses dos Estados
Unidos.

A volta de Amorim ao primeiro escalão do governo foi uma afronta para a Globo. Segundo o jornalista mencionado no blogue a orientação da empresa era clara: “os pauteiros devem buscar entrevistados para o Jornal Nacional, Jornal da Globo e Bom dia Brasil que comprovem a tese de que a escolha de Celso Amorim vai gerar ‘turbulência’ no meio militar. Os repórteres já recebem a pauta assim, direcionada: o texto final das reportagens deve seguir essa linha. Não há escolha”.

Pena que só internautas atentos ficaram sabendo disso. Jornais e revistas não repercutiram o assunto e muita gente acabou achando que, finalmente, a Globo havia tomado a iniciativa magnânima de expor à sociedade seus princípios editoriais partindo de vontade própria.

Mas mesmo atingindo um público relativamente muito menor do que o da televisão, a internet prestou um bom serviço à sociedade. Inibiu um pouco a ação nefasta armada contra o novo ministro e mostrou que a poderosa organização não consegue mais fingir que denúncias e criticas não a atingem. A Globo sentiu o golpe e tentou responder recorrendo a princípios por ela violados várias vezes ao longo de sua história.Esperava-se uma mudança de conduta a partir daquele momento. Não foi o que ocorreu. Na mesma edição a apresentadora do Jornal Nacional disse o seguinte: “está foragida a merendeira que pôs veneno de rato na comida de crianças e professores numa escola pública de Porto Alegre”, mostrando uma foto da moça de 23 anos.

Poderia até ser verdade, mas o Jornal Nacional baseava-se apenas numa versão da policia, negada pela acusada. Seu advogado havia divulgado a palavra dela, através da Rádio Guaíba, oito horas antes do JN ir ao ar. Mas para não perder uma notícia espetacular – envenenamento de crianças – nada disso foi levado em conta. Nem os tais princípios editoriais.

Se não fosse outra vez a internet, fatos como esse não estariam sendo contados aqui em detalhes. Foi o blogue do Mello que registrou a violação dos princípios editorais da Globo, na mesma edição em que eles foram divulgados, acompanhados da gravação do desmentido da merendeira feito através do rádio.

Dessa forma vão sendo levantados os véus de interesses que recobrem o noticiário divulgado por grandes meios de comunicação, não só no Brasil mas em várias outras partes do mundo. Parece ser um caminho sem volta.

A medida em que um número maior de pessoas vai tendo acesso à internet, fica cada vez mais difícil para os meios tradicionais de comunicação realizar desvios desse tipo.

Via Blog do Altamiro Borges

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