Archive for junho \30\UTC 2011

A Idiotização do Futebol Brasileiro

30/06/2011

Guilherme Amaral

Foi iniciada nos últimos dias mais uma nova etapa do “Plano Nacional de Idiotização do Futebol Brasileiro”. O João Sorrisão surgiu como personificação do torcedor de futebol brasileiro, pelo menos para quem controla o futebol nesse país.

Idealizado pela TV Globo, através dos ministros da pornochanchada esportiva Tadeu Schmidt e Tiago Leifert, a maneira de se cobrir o futebol no Brasil vem se transformando em comédia barata, que abandona os princípios básicos do bom Jornalismo e passa a tratar o torcedor (e o público em geral) como o próprio “João Sorrisão”, que ri estupidamente de tudo. A manipulação do maior veículo de comunicação do país é tão grande, que a cultura nacional que envolve o futebol já começa a ser modificada por essa maneira de tratar o esporte como um circo, onde o palhaço está sentado na arquibancada e no sofá.

E antes que alguém diga “troque de canal”, uso essa tuitada do mestre Xico Sá para defender o direito de dar meu pitaco. E claro que não posso generalizar e dizer que todos os veículos de comunicação tratam o torcedor como babaca. A ESPN Brasil (canal fechado de TV) faz um trabalho primoroso, com jornalismo esportivo de altíssima qualidade que trata seu público com respeito. Mas a “massa” vê futebol na telinha do plim plim, por isso o efeito é devastador.

Vivemos atualmente, talvez o período mais sujo da história do futebol. Estamos diante de uma série de escândalos gigantescos na FIFA, que envolvem até o pescoço o dono do futebol brasileiro Ricardo Teixeira, presidente da CBF (parceira comercial da TV Globo). A maior emissora do país esquece do seu compromisso com o jornalismo e não divulga absolutamente nada sobre os sérios problemas da FIFA, de Ricardo Teixeira e o caos generalizado que é a organização da Copa do Mundo de 2014, financiada quase inteiramente com dinheiro do povo.

No lugar do Jornalismo, que deveria cobrir o esporte como cobre a política e a economia, (até por ser um dos assuntos de maior interesse da população brasileira), temos a desmoralização desse tipo de cobertura dando lugar ao humor idiota feito para idiotas. O novo modelo é amplamente promovido pela emissora, que detém os direitos de transmissão (entenda “o poder supremo”), de quase tudo relacionado ao futebol nesse país. Tratar o futebol como comédia pastelão, de deixar constrangido Carlos Alberto de Nóbrega, é regra e padrão editorial na emissora que controlar tudo que o público vê.

Há o empobrecimento da cobertura simples do futebol no seu dia-a-dia. Quer um exemplo? Dias atrás, na edição mineira do Globo Esporte, foi feita uma entrevista com o zagueiro uruguaio Victorino, do Cruzeiro. Qual foi o assunto em pauta com o defensor? Pasmem! Foi a maneira peculiar com que ele corre até a bola em uma cobrança de pênalti. Isso mesmo, o único jogador do futebol mineiro convocado para a Copa América é convidado a falar sobre sua “corridinha” e não sobre a maior competição de seleções do continente. Era exatamente sobre isso que o João Sorrisão, queria saber, não é mesmo?

É aí que o tal João Sorrisão entra. Ele é a exata personificação do que a turma do novo jornalismo esportivo acha ser o torcedor brasileiro. Um babaca sem pés e mãos, que balança de um lado para o outro de acordo com a pancada que recebe na cara, que tem a boca não para falar, mas apenas para sorrir e babar. Jogadores, na maioria das vezes sem formação educacional nem estrutura familiar para emitir opinião sobre o próprio ofício, também possuem personalidade de João Sorrisão. Caem como patinhos na nova onda de promover personagem tão simbólico.

Mas a minha revolta é inútil. A idiotização do futebol brasileiro não vai acabar. Sabe por que? Porque há quem goste disso. De João Sorrisão esse país tá cheio.

Volta Léo Batista!!!

Via Futebol de Minas

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São Paulo 0x2 Botafogo-RJ

30/06/2011

Não era desta maneira que o São Paulo gostaria de retornar ao Morumbi  após dois jogos como visitante no Brasileiro. Com um gol em cada tempo, o Tricolor foi derrotado pelo Botafogo por 2 a 0, na noite desta quarta-feira. Elkeson e Herrera marcaram os gols do time carioca.

É a segunda derrota do São Paulo na competição. A segunda seguida. No último domingo, o time foi derrotado pelo Corinthians, no Pacaembu. O rival paulista, inclusive, roubou o primeiro lugar do Tricolor. Agora, a equipe está na segunda colocação com 15 pontos, uma menos que o líder.

ADVERSÁRIO ABRE O PLACAR

Sem o atacante Dagoberto, o técnico Paulo César Carpegiani colocou Willian ao lado de Marlos e Fernandinho. Já Ilsinho foi escalado na lateral direita, com Jean no meio de campo. Durante toda a primeira etapa, o Tricolor não conseguiu encaixar um ataque perigoso no Morumbi.

Mais avançado, chegando ao ataque, Casemiro foi o destaque do Tricolor no primeiro tempo. O camisa 8 são-paulino tentou organizar a equipe e até marcou um gol, mas o árbitro marcou impedimento. Se o São Paulo não marcou, os cariocas abriram o placar.

Aos 36, Elkeson chutou de longe e Rogério Ceni tentou chegar, mas a bola entrou. No intervalo, ao ser questionado pelos jornalistas, o camisa 01 admitiu a falha: “O erro foi meu”, resumiu Ceni. Nos 45 minutos inicias, o Tricolor esteve abaixo do esperado.

DERROTA EM CASA

A etapa final não começou muito boa para o São Paulo. Logo aos cinco minutos, Luiz Eduardo derrubou Maicosuel dentro da área. Na cobrança, Herrera fez o segundo gol botafoguense na partida. Rogério Ceni bem que acertou o canto, mas o argentino chutou forte para marcar.

Logo após o gol, Ilsinho e Fernandinho deixaram o jogo para as entradas de Rivaldo e Henrique, respectivamente. Com as mudanças, Jean retornou para a lateral direita e Marlos assumiu a função de armador do time ao lado do camisa 10 tricolor.

O Tricolor melhorou em campo e começou a assustar o goleiro Renan. Aos 24 minutos, Rogério Ceni teve uma oportunidade em cobrança de falta. Porém, assim como no primeiro tempo, o goleiro chutou muito alto, sem perigo. E foi só. Derrota em casa, a primeira neste Brasileiro.

REAPRESENTAÇÃO

O elenco são-paulino se reapresentará na tarde desta quinta-feira, no CT da Barra Funda. Carpegiani terá uma semana para armar seu time, já que o Tricolor só voltará a campo na próxima quarta-feira contra o Flamengo, no Rio de Janeiro.

Via Site Oficial

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 2 BOTAFOGO

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 29/6/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)

Gols: Elkeson, 35’/1ºT (0-1), Herrera, 6’/2ºT (0-2)
Cartões amarelos: Rodrigo Souto, 17’/1ºT, Willian, 35’/2ºT (São Paulo) – Somália, 19’/1ºT, Renan, 20’/2ºT, Antônio Carlos, 23’/2ºT (Botafogo)

Renda e público: R$ 185.419,00/8.361 pagantes

SÃO PAULO: Rogério; Jean, Xandão, Luiz Eduardo e Juan; Rodrigo Souto, Casemiro, Ilsinho (Rivaldo, 8’/2ºT) e Marlos; Fernandinho (Henrique, 8’/2ºT) e Willian. Técnico: Paulo César Carpegiani.

BOTAFOGO: Renan, Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Marcos Vinícius, 19’/2ºT); Lucas Zen, Somália, Everton, Maicosuel (Caio, 28’/2ºT) e Elkeson (Cidinho, 33’/2ºT); Herrera. Técnico: Caio Junior.

Melhores Momentos

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Próxima Partida: Flalido x São Paulo, Brasileirão 2011, Engenhão, Rio de Janeiro, quarta-feira, dia 06.07 às 21h50.

Porradaria

28/06/2011

Essa banda chama Ross The Boss, e foi criada pelo guitarrista fundador do Manowar, só isso, mais nada.

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Travestis 5×0 São Paulo

27/06/2011

Rodrigo Braghetto. Este foi o nome do clássico da tarde deste domingo, no Pacaembu.  Vejamos. Um jogo muito disputado, com chances para ambas as equipes. Até aí, tudo bem. Mas na hora de marcar as faltas, o árbitro não usou o mesmo critério para as duas equipes.

O corintiano Jorge Henrique, por duas vezes, deu carrinho criminoso em Marlos. Qual a reação de Braghetto? Nenhuma. Por outro lado, deu um cartão amarelo muito questionável a Carlinhos. Na sequência, o camisa 20 acabaria recebendo o segundo cartão e deixaria o jogo mais cedo.

Com um a menos, o Tricolor bem que tentou. Mas em desvantagem devido ao árbitro, na “casa” do adversário, não resistiu. O Corinthians se aproveitou disso e marcou cinco gols no segundo tempo e venceu por 5 a 0. Liedson, três vezes, Jorge Henrique e Danilo fizeram os gols corintianos.

O resultado acaba com o 100% do São Paulo no Campeonato Brasileiro. Agora, após seis rodadas, a equipe ostenta cinco vitórias e uma derrota. Ainda sim, a liderança é tricolor – 15 pontos com 13 do próprio Corinthians.

ÁRBITRO ERRA E EXPULSA CARLINHOS

O técnico Paulo César Carpegiani esperava contar com Rhodolfo e Casemiro, mas ambos não reuniram condições de jogos e ficaram fora do clássico. Com isso, Bruno Uvini entrou na zaga tricolor, enquanto Rodrigo Caio foi o escolhido no meio. Foi a estreia do garoto no time profissional do Tricolor.

Logo no primeiro minuto de jogo, Rogério Ceni foi obrigado a fazer uma grande defesa após chute de fora da área. O jogo seguia, como dizem, lá e cá. No ataque são-paulino, Dagoberto, por pouco, não completou dois cruzamentos para o fundo da rede do goleiro Júlio Cesar.

Mas aos 40 minutos, o árbitro Rodrigo Braghetto começou a se perder. Carlinhos, que já havia recebido um cartão amarelo questionável, levou o segundo e acabou expulso. O curioso que Jorge Henrique fez duas faltas em Marlos e nem sequer foi advertido por ele.

QUATRO GOLS DO RIVAL

O que o são-paulino mais temia aconteceu. Antes mesmo de completar um minuto da etapa final, o meia Danilo, ex-Tricolor, aproveitou bobeira da zaga, cortou Bruno Uvini e tocou para o gol livre. As coisas ficaram difíceis para o São Paulo no Pacaembu.

Aos oito, tudo ficou ainda pior. O atacante Liédson aproveitou rebote de Rogério Ceni e chutou para marcar o segundo gol corintiano no jogo. Com o revés parcial, Carpegiani fez sua primeira alteração: Ilsinho entrou no lugar de Marlos.

Aos 21, foi a vez de Henrique entrar no clássico. O camisa 17 ficou com a vaga de Fernandinho, que teve uma atuação regular. Nesta altura do jogo, o grupo são-paulino sabia que não poderia fazer muita coisa para reverter o placar, ainda mais com um jogador a menos. Liedson e Jorge Henrique ainda marcaria mais um antes do apito final.

REAPRESENTAÇÃO

O elenco são-paulino voltará aos treinamentos na tarde desta segunda-feira, às 15h30, no CT da Barra Funda. O Tricolor voltará a campo na próximo quarta-feira diante do Botafogo, no Morumbi. Neste jogo, Carpegiani contará com os retornos de Juan e Rodrigo Souto, que cumpriram suspensão automática no clássico.

Via Site Oficial

FICHA TÉCNICA
TRAVESTIS 5 X 0 SÃO PAULO

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 26 de junho de 2011, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Vicente Romano Neto (SP)
Público: 30.351 pagantes (total de 32.221)
Renda: R$ 955.283,00
Cartões amarelos: Paulinho, Liedson e Leandro Castán (Travestis); Carlinhos Paraíba, Rogério Ceni e Wellington (São Paulo)

Cartão vermelho: Carlinhos Paraíba (São Paulo)

Gols: TRAVESTIS: Danilo, a 1 minuto do segundo tempo, Liedson, aos 8, aos 15 e aos 34, e Jorge Henrique, aos 37 minutos do segundo tempo

TRAVESTIS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo (Morais); Willian (Emerson), Liedson e Jorge Henrique (Edenilson) Técnico: Tite

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Xandão, Bruno Uvini e Luiz Eduardo; Rodrigo Caio, Wellington, Carlinhos Paraíba e Marlos (Ilsinho); Fernandinho (Henrique) e Dagoberto Técnico: Paulo César Carpegiani

Melhores Momentos

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Que Vantagem ?

27/06/2011

Salve Soberania.

Que vantagem tem meter 5×0 em um time com 7 desfalques e que, até o momento da questionável expulsão, jogava melhor que o time da máfia ?

Que vantagem se gabar por vitórias, se o clube que se quer achincalhar, não pode escalar seus principais jogadores pois nos últimos anos  eles sempre são convocados às vésperas dos jogos contra o timinho da máfia ?

Que vantagem dizer que o outro é freguês, se a derrota que se vendeu não foi conquistada por mérito, mas “por favor” do estado político-corrupto-mafioso instalado no futebol ?

Que vantagem há em dizer que o estádio que vai abrir a copa não é o do rival, se a nova casa, caso venha a ser construida, não será erguida com esforço próprio, mas fruto da mais ardilosa e rasteira manobra política de bastidores, “jamais antes vista na história deste país” ?

Não há vantagens em viver de aparência. O crime não compensa. E a falsa alegria permanece até a hora em que a cabeça encontra o travesseiro, a partir daí o sonho da mentira vira o pesadelo da verdade.

Uma verdade sem história, sem estádio, sem libertadores e sem vergonha na cara.

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Ceará 0x2 São Paulo

25/06/2011
O Bonde dos Moleques Zicas emperrou a Carroça Desembestada. Na onda dos bondes no futebol brasileiro, o São Paulo venceu o Ceará por 2 a 0 no estádio  Presidente Vargas, em Fortaleza, e manteve a liderança e a campanha 100% no  Campeonato Brasileiro.

Marlos, no primeiro tempo, e Lucas, na segunda etapa, marcaram na vitória do Tricolor. Mas antes, Rogério Ceni defendeu pênalti de Osvaldo logo a 20 minutos de partida, garantindo o bom resultado da equipe paulista.

O São Paulo também quebrou um recorde neste domingo: desde que o Brasileirão começou a ser disputado em pontos corridos, nunca uma equipe havia emplacado cinco vitórias nas cinco primeiras rodadas.

ROGÉRIO E MARLOS PARAM A CARROÇA!

O Ceará começou o jogo no ritmo da Carroça Desembestada, sufocando o Bonde dos Moleques Zicas, que não encontrava espaços para tocar a bola. Aos 8 minutos da primeira etapa, Vicente arriscou de fora da área e assustou o São Paulo.

Um minuto depois, Marlos foi acionado na direita, cruzou com perigo, a bola desviou e Henrique por pouco não alcançou.

O Vozão respondeu após falha da dupla Luiz Eduardo e Xandão. O rápido Osvaldo aproveitou a bobeada, disparou pela direita e soltou a bomba, mas Rogério espalmou, aos 12 minutos.

Seis minutos mais tarde, a chance de ouro do Tricolor paulista: Jean cruzou, Casemiro se antecipou à zaga e cabeceou à queima roupa, mas Fernando Henrique  defendeu ao melhor estilo Gordon Banks.

Na sequência, o Ceará teve pênalti a favor. Xandão e Osvaldo disputaram corrida dentro da área e o zagueiro tricolor chegou depois, derrubando o 9 cearense. Na cobrança, o próprio Osvaldo foi para a bola e Rogério Ceni se esticou para defender!

Depois de perder o pênalti e frustrar a torcida no Presidente Vargas, a Carroça Desembestada emperrou, o Vozão se intimidou e pouco agrediu o São Paulo. Melhor para o time paulista, que aproveitou para marcar o seu: aos 35, Marlos dividiu com Heleno, invadiu a área e chutou cruzado, para definir o 1 a 0. Na comemoração, o Bonde dos Moleques Zicas foi puxado!

Antes de acabar a primeira etapa, ainda sobrou tempo para Lucas cobrar falta com perigo e Fernando Henrique espalmar, aos 46.

LUCAS COMPLETA O SHOW

No segundo tempo, o Ceará voltou melhor: aos 3 minutos, Diego Macedo entrou livre na área, tocou para Iarley, mas o experiente atacante viu Jean salvar em cima da linha. Na sobra, Thiago Humberto dividiu com a zaga e perdeu outra chance, e no mesmo lance.

E o Vozão não parava: aos 9, Iarley recebeu de Osvaldo e rolou para Thiago Humberto encher o pé. A bola saiu à direita do gol de Rogério.

O Tricolor respondeu com Casemiro, que descolou grande lançamento para Henrique. O atacante achou espaço e bateu rasteiro, mas Fernando Henrique tirou com a ponta dos dedos.

O ritmo era mesmo frenético no estádio Presidente Vargas. Osvaldo recebeu de Iarley, aos 11, fez um carnaval na defesa são-paulina e exigiu boa defesa de Rogério. Em seguida, a defesa do São Paulo vacilou. Xandão tentou sair jogando e perdeu para Osvaldo, que chutou por cima. Rogério mandou para escanteio.

Como o Ceará assustava, o Tricolor soube que era a hora de matar o jogo. Aos 21 minutos, Juan lançou na área, Henrique dividiu com a marcador e a bola sobrou livre para Lucas. Apagado na partida até então, o craque são-paulino deu show: invadiu a pequena área, driblou Fernando Henrique e deu números finais à partida com um golaço!

Tranquilo, o São Paulo administrou o resultado, mas sem deixar de atacar, para prevenir a pressão adversária. Jean, em cobrança de falta ensaiada, explodiu a trave do Vozão.

E o dia era mesmo de Rogério. Depois de defender um pênalti, o ídolo são-paulino se esticou para evitar bola de Diguinho, aos 28, que tinha direção certa. Seis minutos depois, Ceni teve estrela, mais uma vez, e com um “golpe de vista” viu a bola de Washington explodir na trave direita.

Quando o resultado já parecia definido, a torcida do Ceará fez feio: uma latinha de refrigerante foi atirada em campo e o atacante Henrique entregou o objeto ao árbitro. O clube cearense pode ser punido com a perda de mando de campo.

Mas o placar não se alterou e permaneceu 2 a 0. Assim, o Tricolor entra na história como único clube a vencer as cinco primeiras partidas na era dos pontos corridos.

Na próxima rodada, o Ceará permanece em Fortaleza para receber o Palmeiras, no domingo, mesmo dia em que o São Paulo tem o clássico contra o Corinthians pela frente, no Pacaembu. O Tricolor não terá Rodrigo Souto e Juan, suspensos.

FICHA TÉCNICA:
CEARÁ 0X2 SÃO PAULO

Estádio: Presidente Vargas, Fortaleza (CE)
Data/hora: 19/6/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR)
Auxiliares: Roberto Braatz e Marcia B. Lopes Caetano (PR)

Renda/público: Não disponíveis
Cartões amarelos: João Marcos (CEA); Juan, Rodrigo Souto, Bruno Uvini (SPO)
Cartões vermelhos:

GOLS: Marlos, 35′/1ºT (0-1); Lucas, 21′/2ºT (0-2)

CEARÁ: Fernando Henrique; Diego Macedo (Sinho, 37′/2ºT), Diego Sacoman, Erivelton, Vicente; Heleno, João Marcos, Eusébio (Washington,  14′/2ºT), Thiago Humberto; Iarley (Diguinho, 20′/2ºT) e Osvaldo. Técnico: Vágner Mancini.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Xandão, Luiz Eduardo e Juan; Rodrigo Souto, Wellington, Casemiro (Carlinhos Paraíba, 36′/2ºT) e Marlos (Bruno Uvini, 5′/2ºT); Lucas e Henrique (Rivaldo, 40′/2ºT). Técnico: Paulo César Carpegiani.

Via Lance

Melhores Momentos

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Próxima Partida: Travestis x São Paulo, Brasileirão 2011, Estádio Municipal – Pacaembú, São Paulo, domingo, dia 26.06 às 16h00.

Merece os Parabéns

22/06/2011

Salve Soberania !

Uma das coisas que me irrita profundamente em certos blogs de torcedores do São Paulo é a falta de posicionamento.

Uma galera que tem portais, blogs e outras ferramentas nas redes sociais com milhares, senão milhões de acessos e simplesmente não combatem a máfia que quer destruir nosso amado clube, pior, nada fizeram até agora quanto ao descalabro em relação ao projeto de lei a ser votado na câmara de vereadores da cidade de São Paulo, que pretende dar R$ 420 milhões em isenções fiscais para um sonho de centenária incompetência.

Na contra-mão deste péssimo comportamento, está o site SPFC.net, entre outros, com uma postura diferenciada e digna dos mais sinceros elogios.

Deixo a vocês os links do portal vizinho, conclamando os torcedores do São Paulo protestarem contra esta indecência.

É assim que se faz. PARABÉNS !

Saiba como enviar e-mail a todos os vereadores de uma só vez protestando contra o Itaquerão

Meios de PROTESTAR contra o estádio em Itaquera

Acesse os links, faça seu protesto. Mesmo que você não more na capital, eu já fiz o meu.

Saudações Tricolores

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São Paulo 3×1 Grêmio

12/06/2011

100% e líder do Campeonato Brasileiro. Este é o São Paulo, que venceu o Grêmio por 3 a 1 no estádio do Morumbi, na noite deste sábado, e disparou no primeiro posto da competição.

A jornada são-paulina, no entanto, não teve só facilidades. Casemiro, que marcara o primeiro gol do jogo, chegou a cabecear contra o próprio patrimônio, na segunda etapa, marcando para o Grêmio. Porém, Marlos e Jean também foram às redes e salvaram a pele do colega Casemiro, assegurando a vitória do líder disparado São Paulo.

Assim, com 12 pontos na tabela, o líder fica a cinco pontos do segundo colocado, ao menos até este domingo, quando o Corinthians, vice-líder, joga com o Fluminense no Pacaembu e pode diminuir a distância para o arquirrival.

QUANTA RAPIDEZ!

Na primeira etapa, o São Paulo encarou o Grêmio usando a velocidade dos homens da frente como principal maneira de intimidar o adversário. A válvula de escape, claro, era Lucas. E o garoto estava inspirado! Logo a 8 minutos, o camisa 7 fuzilou de fora da área e Victor defendeu.

Cinco minutos depois, o gol: Marlos rolou para Casemiro, o volante soltou a bomba e, contando com um desvio no meio do caminho, correu para comemorar o primeiro tento na partida.

O Grêmio se via refém do Tricolor paulista. Sem conseguir articular as jogadas, a equipe gaúcha mal conseguiu atacar na primeira etapa. Quando o fez, foi com Douglas, que não fez bom jogo, cobrando falta por cima do gol de Rogério Ceni.

Aos 33, a desatenção gremista se fez mais evidente: Wellington desarmou Neuton e rolou para Dagoberto cortar e tirar tinta da trave de Victor.

Mas o Tricolor paulista queria mais e mais. Aos 37 minutos, Marlos invadiu a área, driblou Saimon e isolou, para desespero da torcida.

Na segunda etapa, o São Paulo parecia manter o estilo envolvente, infernal. Marlos, em boa noite, fez boa jogada aos 5 minutos e encontrou Dagoberto. O camisa 25 finalizou e Victor salvou mais uma vez.

IMORTAL É O OUTRO

Quando os paulistas pareciam levar vida tranquila no Morumbi, o Grêmio chegou, como quem não queria nada. Aos 7 minutos, Fábio Rochemback cobrou falta da esquerda, Rafael Marques e Casemiro tentaram o cabeceio e foi o são-paulino quem acabou mandando contra as próprias redes.

Com 1 a 1 no placar, o São Paulo voltou a tomar as rédeas da partida. Aos 11, Marlos disparou e a muralha gremista, Victor, operou outro milagre. Na sequência, Casemiro quase marcou seu terceiro gol na partida – o segundo a favor do São Paulo -, mas não cabeceou bem.

MARLOS TRANQUILIZA

A noite não era de Douglas, camisa 10 gremista. Foi em um passe errado do meia que o Tricolor articulou o gol do desempate, aos 16 minutos. A bola rapidamente chegou aos pés de Marlos, que invadiu a área e deslocou de Victor, para fazer 2 a 1 São Paulo.

Era necessária uma reação gremista. Como não tinha criatividade por baixo, o Grêmio acabou se lançando ao ataque por meio da bola parada. Em uma delas, Douglas cobrou escanteio, Rogério Ceni não alcançou nada e Rafael Marques, na pequena área, não alcançou.

Depois, aos 25, Rochemback cobrou falta com força e Rogério espalmou. Mas o ímpeto gremista não teve continuidade.

Melhor para o São Paulo, que aproveitou para matar o jogo. Dagoberto, aos 39, deu belo passe para Jean, que só teve o trabalho de tirar de Victor e completar para o gol vazio.

No fim, ainda sobrou tempo para Rafael Marques se desentender com Dagoberto e ser expulso de campo. Depois de tanto agito, o jogo terminou mesmo em 3 a 1.

Na próxima rodada, o São Paulo visita o Ceará, no estádio Presidente Vargas, no domingo. No mesmo dia, o Grêmio recebe o Vasco no Olímpico.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 3X1 GRÊMIO

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 11/6/2011 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Paulo H. Godoy Bezerra
Auxiliares: Carlos Brekenbrock e Marco Antônio Martins

Renda/público: R$ 372.089,00 / 14.671 pagantes
Cartões amarelos: Rodrigo Souto, Jean, Dagoberto (SPO); Lúcio, Fábio Rochemback, Rafael Marques (GRE)
Cartões vermelhos: Rafael Marques, 46’/2ºT (GRE)
GOLS: Casemiro, 13’/1ºT (1-0); Casemiro (gol contra), 7’/2ºT (1-1); Marlos, 16’/2ºT (2-1); Jean, 39’/2ºT (3-1)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Xandão, Luiz Eduardo e Juan (Bruno Uvini 35’/2ºT); Rodrigo Souto, Wellington, Casemiro (Carlinhos Paraíba 40’/2ºT) e Marlos (Ilsinho 35’/2ºT); Lucas e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani

GRÊMIO: Victor; Mário Fernandes, Saimon, Rafael Marques e Neuton (Lins, intervalo); Fábio Rochemback, Fernando, Lúcio e Gabriel (Marquinhos 27’/2ºT); Douglas e Júnior Viçosa (Roberson 27’/2ºT). Técnico: Renato Gaúcho

Via Lancenet!

Melhores Momentos

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Próxima Partida: Ceará x São Paulo, Brasileirão 2011, Presidente Vargas, Fortaleza, domingo, dia 19.06 às 16h00.

Atlético MG 0x1 São Paulo

12/06/2011

O São Paulo venceu o Atlético-MG por 1 a 0 nesta quarta-feira, na Arena do Jacaré, assumiu a liderança e se consolidou como o único clube com 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro.

No complemento da terceira rodada, o Galo permaneceu na terceira posição, mas teve sua primeira derrota diante de seus torcedores em Sete Lagoas (MG). Além disso, o Atlético-MG também deixou escapar a liderança, colocação em que estaria, caso empatasse.

São Paulo construiu o placar no primeiro tempo, em um lance individual de Wellington, que deu bom passe para Casemiro. Na segunda etapa, Dorival fez as três alterações em sua equipe, o Galo pressionou o São Paulo, mas não alcançou o empate.

Qualidade individual sobressai

Atlético-MG e São Paulo mandaram a campo esquemas táticos parecidos. Nos dois times, três volantes protegiam um meia – Carlinhos Paraíba no Tricolor e Giovanni Augusto no Galo. Lucas e Mancini oscilavam entre o meio e o ataque. O que fez a diferença na primeira etapa foi a qualidade das peças são-paulinas.

Wellington, Casemiro, Carlinhos Paraíba e Lucas davam muito mais opções ao ataque do que o meio de campo do Galo, que também contava com jogadores de saída. No duelo da marcação, os times se equivaleram, mas o Tricolor conseguiu abrir o placar.

Em boa jogada, Wellington conduziu na intermediária e tocou para Casemiro, livre na entrada da área, completar para o gol: 1 a 0 para o São Paulo. Quando acalmou os ânimos após o gol sofrido, o Galo foi para cima, pressionou e teve pelo menos duas boas chances. O São Paulo, contudo, se portava seguro defensivamente e dificultava as ações do Atlético-MG na intermediária. Aos 46 minutos, o Galo teve grande chance em chute de Magno Alves, que desviou em Xandão. O árbitro ignorou os pedidos de pênalti do Galo e encerrou a primeira etapa.

Dorival muda, Galo pressiona, mas São Paulo segura

Em desvantagem, o técnico Dorival Junior fez as três alterações no intervalo. Mancini, Toró e Filipe Soutto (lesionado) deixaram o campo para a entrada de Neto Berola, Dudu Cearense e Serginho. O Galo ficou então com dois volantes de saída, dois meias velozes e dois atacantes fixos. E deu resultado: durante todo o segundo tempo o Galo sufocou o São Paulo e quase chegou ao gol pelo menos três vezes.

O São Paulo marcava bem, contudo Rodrigo Souto recuou e jogou como terceiro zagueiro. Sem proteção do meio de campo, o Galo ganhava o combate e neutralizava bem os isolados atacantes são-paulinos. Carpegiani mudou e retornou ao esquema anterior, sem resultado, porém. No fim do jogo, a pressão virou um abafa total. A pressão do Galo subiu de intensidade, esbarrou em boa marcação, mas os homens de frente do time mineiro cansaram de perder oportunidades. Aos 43, Magno Alves teve a grande chance de empatar, mas desperdiçou. Com o atendimento de Rogério Ceni nos acréscimos da partida, o jogo foi até 54 minutos. A esperança do time do Atlético-MG, porém, foi frustrada, apesar da pressão exercida.

100 vezes Rogério

Na vitória sobre o Galo nesta quarta-feira, o goleiro e ídolo são-paulino Rogério Ceni comemorou 100 jogos seguidos como titular do São Paulo.

FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-MG 0 X 1 SÃO PAULO

Estádio:Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)

Data/hora:8/6/2011 – 21h50

Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-DF)

Auxiliares: Cesar Augusto de Oliveira (DF) e Carlos Emanuel Manzolillo (DF)

Renda/público: R$ 190.475,00 e 17.397 pagantes

Cartões amarelos: Patric, Magno Alves, Dudu Cearense (ATL); Carlinhos Paraíba, Wellington (SPO)

Cartões vermelhos: Nenhum.

GOLS: Casemiro,21’/1ºT (1-0);

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro, Patric, Réver, Leonardo Silva e Leandro; Fillipe Soutto (Serginho, intervalo), Richarlyson, Toró (Dudu Cearense, intervalo) e Giovanni Augusto; Mancini (Neto Berola, intervalo) e Magno Alves. Técnico: Dorival Júnior.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Xandão, Luiz Eduardo e Juan; Wellington, Casemiro (Bruno Uvini, 27’/2ºT), Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba; Lucas (Marlos, 27’/2ºT) e Dagoberto (Willian, 30’/2ºT). Técnico: Paulo César Carpegiani.

Via Lancenet!

Melhores Momentos

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Brasil: As Novas Táticas da Repressão Política

06/06/2011

Por Lúcia Rodrigues

Caros Amigos

Além de utilizar a polícia para perseguir os lutadores sociais, agora, além da violência direta, os poderes do Estado movem processos jurídicos para intimidar os ativistas.

A ditadura militar acabou, mas alguns resquícios desse passado sombrio nunca foram enterrados e teimam em se perpetuar como verdadeiros fantasmas que pairam sobre as cabeças daqueles que resistem e não se curvam diante das imposições dos donos do poder.

A perseguição aos que ousam se levantar contra as injustiças sociais neste país continua regra. E a criminalização da luta dos ativistas do campo e da cidade, uma constante. Apesar das torturas e dos assassinatos não terem deixado de ocorrer, principalmente nos rincões mais afastados deste país e nas periferias das grandes cidades, a repressão inovou em seu modo de agir. Sofisticou o discurso, para transmitir um ar de legalidade às ações.

Se durante os anos de chumbo, o Estado prendia, torturava e assassinava, pura e simplesmente, sem se preocupar com as consequências de seus atos, na democracia formal lança mão de recursos mais refinados para alcançar seus objetivos. Agora, lideranças populares do campo e da cidade são obrigadas a conviver também com o medo da punição legal.

Uma avalanche de processos é impetrada todos os dias contra ativistas populares de norte a sul do país. Em muitos casos, o aparato processual resulta na prisão dessas lideranças. Esse foi o verniz encontrado para revestir e encobrir as verdadeiras intenções da criminalização dos movimentos sociais.

A aversão a qualquer forma de mudança, que faça pender a balança para o lado dos mais pobres, é vista como uma ameaça real e movimenta a força motriz dessa engrenagem que envolve os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, a mídia, o aparato militar e as forças policiais a serviço do poder econômico.

Via A Voz do Porto

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Porrada Neles !

06/06/2011

O futebol da bandalheira

Na Carta Capital desta semana

Por Mino Carta

Já enxerguei no futebol o ópio do povo brasileiro, embora na adolescência chutasse com gosto não somente a bola, mas também tudo aquilo que se postava diante dos meus pés, inclusive pedras e latas, para desespero dos sapatos e da minha mãe. Que o futebol se prestou e se presta aos jogos da política e favoreceu e favorece o sossego dos herdeiros da casa-grande é inegável. Se Corinthians ou Flamengo ganham, a senzala exulta e esquece seus males.

Hoje a minha visão mudou.

Espanta-me a trágica simbiose entre futebol e corrupção. Futebol e interesses torpes. Futebol e dinheiro imundo e exorbitante. Futebol e crime, para ser mais preciso. O fenômeno é mundial antes de ser brasileiro, é  extraordinária, porém,  a contribuição que alguns nativos ofereceram à metamorfose. João Havelange é primeiro motor, como diria Aristóteles, da transformação comandada do trono da Fifa, é o autor do big-bang.

Foi Havelange quem introduziu e consagrou as manobras, os ardis, as artimanhas pelas quais alguém pode manter o cetro e multiplicar a bandalheira por intermináveis mandatos, e, na hora da aposentadoria, fazer seu sucessor previamente treinado para a tarefa.

No caso, o suíço Joseph Blatter. Para ficar em perfeita afinação com este  esquema de poder, contamos no Brasil com Ricardo Teixeira, fortalecido pelo apoio do ministro Orlando Silva, com o possível condão de não perceber a diferença entre uma sociedade mafiosa e uma entidade honrada e competente.

O ministro talvez seja cidadão ingênuo. Temo, contudo, que se Totò Riina estivesse o lugar dos atuais próceres (aprendi a palavra ao ler, priscas eras, a Gazeta Esportiva e os monumentais comentários de Thomaz Mazzoni) certamente não faria melhor do que eles. Quero deixar claro que meu tempo de torcedor (do Palmeiras), encerrado ainda na juventude, remonta a uma fase do futebol mais ou menos romântica. Não me sai da memória uma foto que retrata Djalma Santos, finíssimo lateral-direito bicampeão do mundo (58 e 62), a caminhar para o vestiário com as chuteiras debaixo do braço enroladas em papel jornal.

Há motivos de sobra para que o futebol seja encarado como uma transcendência verde-amarela, foi desforra contra qualquer, eventual sentimento de inferioridade e consagração de um estilo único, com a contribuição da fibra longa da musculatura do negro e da quantidade desbordante dos praticantes. O jogador brasileiro foi um extraordinário produto de exportação já em época romântica e é em meio à lavagem atual, com uma pausa sensível nas décadas de 70 e 80.

Não convém iludir-se, no entanto. No Brasil e no mundo, a cartolagem tornou-se dona do futebol, com efeitos lamentáveis do ponto de vista técnico e tático, como sugeriria Mário Moraes, o comentarista- de 40 e mais anos atrás, parceiro de um locutor insuperável, Pedro Luiz, de sobrenome Paoliello. Jogava-se em primeiro- lugar pelo prazer, pela diversão, pelo espetáculo-. Pelo desafio. Hoje, em função da grana imponente, joga-se para ganhar a qualquer custo. Se for necessário, adequa-se o juiz às conveniências contingentes dos donos do poder. O prazer, a  diversão, o espetáculo, o desafio, que se moam.

Há súbitas, inesperadas, milagrosas exceções, a atuação incomum de um craque transcendental, ou o Barcelona mágico de Pep Guardiola. A regra, contudo, é outra, e dentro dela, obviamente, é que se pretende organizar a Copa no Brasil no prazo de três escassos anos. Os evidentes atrasos na preparação do evento podem ser corrigidos e são menos determinantes nas preocupações de CartaCapital relativas aos riscos a que o Brasil se expõe.

Quando da vitória de Dilma Rousseff nas eleições do ano passado, não deixamos de fazer referência à má companhia em que se encontraria no momento de ser presidenta de um país campeão do mundo cinco vezes, chamado a organizar uma Copa depois de 62 anos. Renovamos o lembrete no momento em que os desmandos da Fifa de Blatter e dos seus apaniguados mais próximos e mais obedientes vêm à tona, a simbolizar o negócio escuso em que o futebol se tornou.

Não deixo, enfim, de retornar às linhas iniciais, para dizer da minha avassaladora irritação a irromper quando o herdeiro da casa-grande, acostumado a açoitar o herdeiro da senzala ao menos moralmente, esfola as palmas de tanto aplauso ao celebrar o gol do ex-escravo, transformado no gramado, e ali apenas, em herói da brasilidade.

Via Blog do José Cruz

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