Archive for 28 de fevereiro de 2011

1942 – Desmistificando Mitos, Inverdades e Invenções

28/02/2011

Salve Soberania !

O bloco da inveja é voluntarioso quando o assunto é o São Paulo Futebol Clube. Talvez pelo fato do “Mais Querido” ( ou mais odiado ), ter conquistado nos últimos 6 anos mais do que os seus adversários juntos em toda sua história.

Essa situação causa tanto desconforto nos rivais da capital, que de ferrenhos rivais, Travecos e Falidos se transformaram em parceiros e se uniram pra tentar combater e denegrir a imagem do Tricolor do Morumbi. Nos bastidores, é latente a disposição de se opor a tudo que o São Paulo pleitea.

Apenas pra entender as razões desse comportamento, como comparativo cito a postura do time da baixada santista, bem menos, digamos “militante”. Isso se deve ao fato do time praiano ter mais glórias que os outros dois.

Logo, é fácil concluir que o problema dos rivais da capital é falta de títulos e vergonha na cara, porque é preciso ser esvaziado de vaidade pra mentir tanto e tão descaradamente sobre tantos assuntos diversos, todos desmentidos como pode-se ver abaixo.

Segundo essa gente pobre de espírito e mentirosa, o São Paulo roubou o Deutche Sportive, o São Paulo tentou tomar a Paçoca Itália, o São Paulo construiu o Morumbi com dinheiro público, o São Paulo caiu no paulistinha ( eles cairam no Brasileirão: os dois, mas mentem que caimos no paulistinha e ainda querem comparar, porque aqui vale a comparação, afinal o que é mais importante ? ), dizem que o São Paulo precisou de um tal jogo das barricas e que o São Paulo fugiu de campo em 1942.

É sobre este assunto que vamos falar aqui neste post.

***

1942

Era o campeonato paulista e o Tricolor estava em primeiro lugar na tabela de classificação, como era um clube recém formado, fica fácil imaginar a insatisfação do bloco da inveja, principalmente no fasci-clube que via no novissimo rival, risco a sua “hegemonia”. 

O Cenário / Falsos Patriotas ?

Havia uma pressão sobre o Sujeiras naquele periodo “pré-guerra e guerra” do Brasil contra o Eixo, governo e imprensa eram sabedores que o fasci-clube era reduto de fascistas, como já provamos anteriormente. A rádio Record de propriedade de Paulo Machado de Carvalho, diretor de futebol do São Paulo, criticava a reverência que o nome do fasci-clube fazia a nação inimiga do Brasil e pedia que o decreto baixado por Getúlio Vargas obrigando clubes e associações que faziam referência às nações inimigas, mudarem seus nomes,  fosse respeitado.

E assim foi feito.

Os que queriam o respeito as leis do pais foram taxados de “falsos patriotas”, como é possível ler na infeliz declaração do capitão Adalberto Mendes ( chamado pelo fasci-clube de o homem da arrancada ).

“Criou-se a lenda de que no Palestra Itália havia traidores do Brasil, mas o que estes homens tinham, na verdade, era um falso patriotismo, pois seu objetivo se fundamentava na captaçãodo nosso patrimônio.”

Fonte: Adalberto Mendes o homem da arrancada

O Brasil, pressionado pelos Estados Unidos, declarou guerra ao EIXO em agosto de 1942, porém em fevereiro de 1942 os alemães já haviam bombardeado navios brasileiros o que causava ira e furor na nação.

Como deveria reagir a opinião pública com relação ao clube que recepcionou,  5 anos antes, um dos ministros do primeiro escalão de Mussolini em pleno Palestra Itália e que bombardeava seus navios na costa brasileira ?

O povo tinha razão. 

Jornal Folha da Manhã, de 21.09.1942, texto informa o que ocorreu no jogo. Nunca fugimos e nunca fugiremos de clube nenhum.

Jornal Folha da Manhã, de 21.09.1942, texto informa o que ocorreu no jogo. Nunca fugimos e nunca fugiremos de clube nenhum.

O Jogo

Já começou errado e já indicava pra quem conhecia o regulamento que seria uma roubalheira sem igual. Pra fazer média com a torcida presente no Pacaembú, adentraram o estádio com a bandeira do Brasil em um ato extremamente demagógico.

O tal capitão Mendes, relata este fato:

“Estávamos asvésperas de um jogo decisivo contra o São Paulo Futebol Clube, a equipe do Dr. Paulo Machado de Carvalho. Boatos diziam que haveria um clima de muita hostilidade por parte da torcida para com nossos jogadores, que realmente estavam preocupados. Percebi isso e notei também, que nosso treinador, Del Debbio, tinha em mãos uma bandeira brasileira.  

Eu sabia que a exibição do pavilhão nacional só era permitida em eventos internacionais, mas chamei a responsabilidade para mim e orientei nossos atletas a entrarem, ao meu lado, carregando-o e o exibindo à toda a torcida que superlotava o Estádio do Pacaembu.”

Fonte: Adalberto Mendes o homem da arrancada

Jornal Folha da Noite de 21.09.1942, página 20, onde informa mais uma vez que a autoridade do jogo obrigou os times a ficarem em campo até o final do tempo regulamentar. Não fugimos e não fugiremos de clube nenhum.

Jornal Folha da Noite de 21.09.1942, página 20, onde informa mais uma vez que a autoridade do jogo obrigou os times a ficarem em campo até o final do tempo regulamentar. Não fugimos e não fugiremos de clube nenhum.

Por quê o juiz não puniu o fasci-clube ou ao menos relatou isso na súmula ?

Por quê o tal capitão Mendes adentrou o gramado se ele não era técnico do fasci-clube ? Seria forma de intimidação ?

O jogo era duro, e haviam entradas fortes dos dois lados, o São Paulo perdia de 2×1 quando Og Moreira recebeu falta normal e o juiz expulsou Virgílio e marcou penalty. Agora é que tem início a grande bravata do fasci-me-rir.

Luizinho, que já havia jogado do outro lado, pegou a bola e com ela se dirigiu ao juiz e reclamou com vêemencia sendo expulso por isso. Seguiu com a bola ao vestiário junto com Virgílio, os outros jogadores permaneceram no campo fazendo corpo mole pois perceberam que a partida estava na gaveta do fasci-clube. Não sairam de campo, portanto não poderiam ter fugido como diz a súmula.

O juiz aguardou o período de 30 minutos como diz a regra, mandou o fasci-clube cobrar o penalty e acabou o jogo.

Mas por quê o juiz mandou cobrar a penalidade se o jogo já estava 2×1 para o fasci-me-rir ?

Histórico de Tentativa de Suborno e Corrupção

Os jogadores do São Paulo e Paulo Machado de Carvalho, tinham razão em desconfiar do juiz e da lisura da partida. Em 1940, o São Paulo foi derrotado pelo fasci-clube em um jogo cercado de mistérios e confusão. Tudo porque alguns dias antes, o atacante Paulo do Tricolor disse que havia recebido uma proposta de suborno do Palestra para entregar o jogo. O autor teria sido Sidnei, supostamente a mando do diretor Hugo Pellegrini. Sidnei teria oferecido três contos de réis, a mando de um dirigente palestrino, que foi suspenso por tempo indeterminado. O fasci-clube ganhou a partida por 4×1 e conseguiu o título paulista.

O diretor em questão se tornou presidente do clube verde em 1942.

Fontes: Revista Lance, Grandes Clubes e site Palmeiras.

O juiz

Jaime Rodrigues morava em Santana, na Rua Ezequiel Freire, relatos da época dos habitantes do bairro confirmavam que ele era torcedor do Palestra conforme afirma Flávio Rocha, flaviojrocha@bol.com.br, morador:

“Esse sujeitinho mal caráter, jamais tinha apitado um jogo na vida, e nem depois. Arranjaram o tal para esta partida e depois ele sumiu. Há relatos que dizem que o tal personagem foi visto em bailes do Palestra regados a uisque e mulheres.”

***(*) ******(*)

Nota: A maior parte das informações incluidas neste post foram recebidas por email de um torcedor do São Paulo que prefere não se identificar. Fica aqui o agradecimento.

São Paulo 1×1 Guarani da Turiassú

28/02/2011

Salve Soberania !

O São Paulo jogou melhor até o Alex Silva ser expulso.

Ficava esperando o ataque dos falidos e armado pra aplicar o pega ratão em cima dos fasci. O esquema estava dando certo com algumas chances para o Tricolor, até que em uma infantilidade do zagueirão sãopaulino, a coisa mudou de figura.

Mesmo assim, dava pra ganhar.

Péssima atuação da arbitragem que não expulsou nenhum jogador verde. Valdívia e Kléber sujos como sempre distribuiram pancadas a vontade e contaram com a conivência da arbitragem.

Detalhes do clássico.

Chuva – Apesar do aguaceiro a drenagem do gramado se comportou muito bem e o gramado estava perfeito.

Tabu – 17 jogos sem perder para os fasci no templo.

Medo – O caçador de borboletas fumante, o contador de causos amarelou e não entrou em campo com medinho de levar gol do capitão. Já levaram 7. Corre porco, corre !

***

Foi um clássico atípico. Teve de tudo. O jogo começou uma hora atrasado por conta da forte chuva. A luz acabou no primeiro tempo. Alex Silva foi expulso. Mas uma coisa não mudou. O São Paulo manteve seu tabu diante do Palmeiras. Com o empate por 1 a 1 neste domingo à noite, no Morumbi, o Tricolor chegou ao 17° jogo sem perder para o rival em casa. Fernandinho marcou o gol são-paulino.

Mesmo com a igualdade, o São Paulo segue entre os líderes do Campeonato Paulista com 19 pontos. O empate, inclusive, foi o primeiro da equipe na temporada. Por outro lado, o resultado encerrou a sequência de três partidas com vitórias do Tricolor: Portuguesa, Treze-PB e Bragantino.

Um empate que para muitos são-paulinos pode ter gosto de derrota. Afinal, o gol palmeirense foi aos 38 do segundo tempo. No entanto, com um a menos, o São Paulo lutou até onde pode e foi guerreiro em campo. Um resultado que não muda a boa fase que a equipe está vivendo na temporada. E a torcida sabe disso.

GOLAÇO DE FERNANDINHO

Já com a bola rolando no Morumbi, o São Paulo dominou por completo o primeiro tempo. O técnico Paulo César Carpegiani optou pelo jovem Casemiro no meio de campo e deixou Rivaldo no banco de reservas. Com isso, o esquema com três zagueiros foi mantido, com Jean e Juan com liberdades pelas alas  são-paulinas.

Mesmo com a chuva, o Tricolor apostou bastante na sua velocidade, principalmente com Lucas, Dagoberto e Fernandinho. O goleiro Rogério Ceni, de falta, teve a oportunidade de abrir o placar, mas a bola ficou na barreira. Dagoberto e Casemiro também tiveram suas oportunidades, mas não conseguiram converter em gol.

Coube a Fernandinho fazer as honras. Aos 25 minutos da etapa inicial, o camisa 12 recebeu pela esquerda, passou pelo zagueiro adversário e bateu forte cruzado sem chances para o goleiro Deola. No momento do gol, as luzes no Morumbi apagaram. Minutos depois, ela retornou e o São Paulo seguiu em cima do rival, que pouco atacou.

EXPULSÃO E EMPATE

A força ofensiva do São Paulo diminuiu no início do segundo tempo e o Palmeiras cresceu. Aos 11 minutos, a equipe ficou com um a menos em campo. O zagueiro Alex Silva foi reclamar do atacante Adriano e acabou empurrando o palmeirense. O árbitro não pensou duas vezes e mostrou o cartão vermelho ao camisa 3 são-paulino.

Com dez em campo, o time são-paulino recuou. Natural para quem estava com um a menos. O jeito foi apostar na determinação de cada atleta. Em um dos lances, Miranda pegou a bola no setor defensivo e só foi parado com falta perto da área palmeirense. Após o lance, a torcida são-paulina reconheceu o esforço do zagueiro e começou a gritar o seu nome.

Minutos depois, Carpegiani voltou a deixar sua equipe com três zagueiros. Fernandinho, um dos destaques do clássico, deu lugar a Xandão. Na saída, o camisa 12 foi muito aplaudido pelos torcedores. Na sequência, Lucas e Dagoberto deixaram o campo para as entradas de Rivaldo e Willian, respectivamente.

Dizer que o Palmeiras não assustou seria mentira. Assustou, mas o goleiro Rogério Ceni defendeu até onde podia. Quando não conseguiu aos 38, o atacante Adriano superou o camisa 1 e empatou o clássico. E ficou nisso. Empate  e tabu mantido no Morumbi. Agora é bola pra frente e pensar na sequência da temporada.

OUTRA SEMANA LIVRE

Com a vitória no clássico, o São Paulo só irá se reapresentar na próxima terça-feira de manhã, no CT da Barra Funda. Carpegiani terá mais uma semana livre para treinamentos. O Tricolor Paulista só voltará a campo no próximo sábado de carnaval diante do São Caetano, no Anacleto Campanella.

Via Site Oficial

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Imagens: VipComm

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO X PALMEIRAS

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/Horário: 27/2/2011, às 16h (atrasado devido à chuva)

Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Assistentes: Marcio Luiz Augusto e Marco Antonio Gonzaga da Silva
Assistentes adicionais: Raphael Claus e Leandro Bizzio Marinho

Gols: Fernandinho (25min/1ºT); Adriano (38min/2ºT)

Cartões amarelos: Miranda (4min/1ºT); Danilo (10min/1º); Dagoberto (8min/2ºT); Marcos Assunção (13min/2ºT)

Cartões vermelhos: Alex Silva (12min/2ºT)

Público: 26.138 pagantes

Renda: R$ 815.394,00

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva, Miranda; Jean, Carlinhos Paraíba, Casemiro, Lucas (Rivaldo, 35min/2ºT) e Juan; Fernandinho (Xandão, 26min/2ºT) e Dagoberto (Willian, 35min/2ºT)

Técnico: Paulo César Carpegiani

PALMEIRAS: Deola; Cicinho, Danilo (Leandro Amaro, no intervalo), Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção (João Vítor, 16min/2ºT), Tinga e Valdívia; Luan (Adriano, 11min/2ºT) e Kleber

Técnico: Luiz Felipe Scolari

Via Site Oficial

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Próxima Partida: São Caetano x São Paulo, Paulista 2011, Anacleto Campanella, São Caetano, sábado, dia 05.03 às 16h00.