23 Anos em 7 Segundos e Alguns Cruzeiros…

Salve Soberania !

Você já ouviu falar disto aqui ?

Fizeram filme por causa de um gol, como o MAC gosta de dizer. Dramatizam uma farsa, a torcida alienada se emociona por causa de um engodo.

Recebi por email, a transcrição de parte de uma entrevista no programa Roda Viva de alguns anos atrás, com o árbitro Dulcídio Vanderlei Boschilla, o mesmo que apitou a final do paulistinha de 1977.

Eis o modus operandi histórico dessa gente.

Leia e guarde.

***

11.01.1988

Augusto Nunes: Nosso entrevistado dessa noite é uma personagem muito conhecida do país do futebol, o nome dele é Dulcídio Wanderley Boschilla. Dulcídio Wanderley Boschilla é certamente um dos juizes de futebol mais competentes que já passaram pelo nosso país e é também uma figura bastante polêmica. Dulcídio já foi muito vaiado e muito aplaudido pelas torcidas brasileiras. Em 1982, Dulcídio se formou em direito, pretende advogar, tem planos também para fazer jornalismo, mas é basicamente um juiz de futebol. Tanto que ameaçou há algumas semanas se tornar gerente de futebol do Corinthians e acaba de avisar, há alguns dias em entrevista, que vai apitar também até dezembro, quando completa cinquenta anos de idade. Dulcídio Wanderley Boschilla vai falar sobre o mundo do futebol, vai falar sobre sua trajetória, vai falar sobre sua experiência, que decididamente não é pequena, enquanto estiver sentado ao centro dessa roda viva […]

***

Ailton Fernandes: Agora, Dulcídio, em 1977…

Dulcídio Wanderley Boschilla: Em 1977 levaram dois vinhos…

Ailton Fernandes: Corinthians e Ponte Preta.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Você pare com essa história, o cara está fazendo um livro.

Ailton Fernandes: Aonde está o dinheiro de 1977?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Em 1977 levaram nas minhas costas dois milhões de cruzeiros!

Flávio Adauto: Agora, vamos contar isso daí.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Agora, deixe-me falar o nome dos três. Um está no Rio de Janeiro, freqüenta a CBF…

Augusto Nunes: Dulcídio.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Eu vou falar o nome…

Augusto Nunes: Não, o Flávio…

[sobreposição de vozes]

Augusto Nunes: Dulcídio, aqui é o seguinte: nós estamos interrompendo o Dulcídio e quem está assistindo não está entendendo a história. Que história foi essa que o Flávio Adauto está querendo…

Dulcídio Wanderley Boschilla: […]

Flávio Adauto: Só um minutinho, Alemão, para a gente colocar as coisas nos devidos lugares. A história que correu é de que dirigentes teriam recebido do presidente do Corinthians, Vicente Matheus, dois milhões de cruzeiros na época, ou de um dirigente do Corinthians.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Era para mim.

Flávio Adauto: Para comprar o árbitro Dulcídio Wanderley Boschilla. Você deve ter sabido dessa história. Ninguém chegou até você com esses dois milhões de cruzeiros. O que aconteceu?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Bom, na quinta-feira foram me procurar… Primeiro o Márcio Papa [ex-dirigente do Palmeiras] para saber meu endereço. Márcio Papa pulou fora, não sei, ele era da CBF.

Silvio Luiz: Rede Globo…

Dulcídio Wanderley Boschilla: Em segundo lugar foram procurar na Federação José Ferreira Pinto Filho, no segundo andar.

Silvio Luiz: Aí bateu na trave.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Chegaram e disseram assim: “O endereço do Dulcídio.” Ele disse: “Se eu der endereço para vocês, ele mata vocês lá. Não vão que vocês morrem. E para preservar a vida de vocês eu não vou dar o endereço dele.” E eu estava na Federação. Ninguém me viu, ninguém me achou, coisa que o valha, mas eles tinham dois milhões de cruzeiros numa sacola, mala, não sei que diabo tinha lá, para mim…

Vital Bataglia: Para ter-se uma idéia correspondia à renda do jogo, mais ou menos, era uma…

Dulcídio Wanderley Boschilla: Era uma loucura, era uma loucura. Eu teria uma mansão nos quintos dos infernos…

Flávio Adauto: Então completa e diz para a gente o que você tem hoje?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Consegui, com muito favor, estou devendo 300 paus para um cara e ele me disse que posso pagar quando puder. Aquele cara me deu uma força desgraçada [aponta para um dos que estão na bancada], e hoje eu consegui comprar um “apartamentozinho” nos Jardins. [bairro nobre de São Paulo]

Silvio Luiz: Mas o dinheiro, aliás…

Augusto Nunes: Mas segue com a história.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Nos Jardins.

Silvio Luiz: Segue com a história, Alemão.

Augusto Nunes: Segue com a história.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Jardim da Luz. [bairro situado na cidade de Embu, periferia da região metropolitana de São Paulo]

Oldemário Touguinhó: Mas aí, como é que foi?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Aí, espera. Passou o jogo, teve o jogo e correu tudo bem, graças a Deus eu fiz o meu jogo, fiz meu trabalho, minha obrigação, botei pra fora… – como botei para fora em 1975 o Muricy, Portuguesa e São Paulo, com 15 minutos [de jogo]. [Muricy Ramalho, ex-jogador do São Paulo e desde 1993 técnico de futebol] Bom, eu sei que na semana seguinte o José Ferreira me chama e diz assim “Vem cá, senta aqui” – no segundo andar – “…três caras ou dois caras vieram aqui procurar seu endereço e eu não dei, porque se eu desse seu endereço eu sei o que você faria”. Eu estava esperando os caras… Eu tinha uma seringueira na porta de casa, enorme, e tinha duas algemas. Ia amarrar os caras tudo abraçados na seringueira e chamar a polícia e imprensa e um monte de coisa, mas como os caras não apareceram… Quando me falaram isso eu encontrei o Matheus no segundo andar – e a imprensa está sabendo. Eu disse assim na frente de todo mundo: “presidente, se o senhor deu dinheiro para alguém, vá buscar, porque esse dinheiro não veio e nunca virá às minhas mãos.”

Vital Bataglia: Isso foi depois do jogo?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Uma semana depois. Eu tenho o nome dos três. Não vou falar porque ele pode me processar, e o cara que deu o dinheiro nunca vai assinar atestado de burrice.

Augusto Nunes: Vai até o fim, Dulcídio. Um minutinho, Oldemário.

Oldemário Touguinhó: Que ele está dizendo os três nomes, e falou que nos três nomes tem um que está no Rio e que no Rio trabalha em um clube de futebol. Então eu posso dizer para você, no Rio de Janeiro só tem uma pessoa de São Paulo.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Dizem que trabalha num time de futebol…

Oldemário Touguinhó: Só tem uma pessoa de São Paulo que trabalha no Rio de Janeiro, que trabalha no Flamengo. É o Aloísio Santos, que era do Corinthians.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Me falaram…

Oldemário Touguinhó: O único que eu sei de São Paulo que está lá, eu não sei também se ele participou de nada. A respeito daqui de São Paulo que trabalha no Rio de Janeiro, pelo que eu conheço, é o diretor do Flamengo.

Augusto Nunes: Continua, Dulcídio.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Eu não posso em hipótese alguma provar, para citar nomes. Eu sei o nome dos três que racharam, partiram a grana como irmãos…

Silvio Luiz: Dá uma dízima periódica, 666666.

Dulcídio Wanderley Boschilla: E dividiram, fizeram um bom proveito, eu tenho certeza absoluta. E eu não posso…

Flávio Adauto: Você foi vendido sem saber.

Augusto Nunes: Quantos árbitros são…?

Flávio Adauto: E o que você tem na vida hoje depois de vinte anos apitando futebol?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Um apartamento no Jardim da Luz que eu consegui, na área do Jardins.

[…]: Você conseguiu? Eu pensei que era brincadeira.

Augusto Nunes: Dulcídio, o Osmar está perguntando.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Os bacanas dizem que moram nos Jardins e eu moro na área do Jardim, da Luz.

Osmar Santos: Dulcídio, qual era o objetivo do dinheiro desta história aí, era para fazer o quê?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Aquele jogo era muito complicado, o jogo do Corinthians e Ponte, na quinta-feira… Era o seguinte, deixa eu lhe falar…

Silvio Luiz: Vinte anos.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Vinte não, é 23 [o Corinthians estava, em 1977, há 23 anos sem ganhar títulos, o que no jargão do futebol é chamado de “fila”. Por esta razão o título de 1977 é especialmente lembrado pelos torcedores corintianos]. Vinte anos foi em 1974 [Quando o Corinthians foi derrotado pelo Palmeiras nas finais do Campeonato Paulista, prolongando a fila] e pode falar o que você quiser que disso eu “manjo”… Vou fazer um livro também, porque o que vai sair de cacetadas, que Nossa Senhora! Isso não vai ser um livro, vai ser um conto pornográfico… Quando à tarde eu fui levado no batalhão de choque…

Flávio Adauto: Você não foi ao Palácio dos Bandeirantes [sede do poder executivo paulista] também?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Que, você está ficando… E eles têm peito para me chamar no Palácio para falar sobre jogo de futebol? Já não cuidavam do estado e agora vão querer dar palpite em jogo de futebol? Cada um cuida da sua.

Flávio Adauto: Na ocasião, na época?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Não, você está ficando louco. O que fizeram? Me levaram para o shopping e disseram o seguinte: “Tem um esquema, estamos sabendo que vão colocar um caminhão ou um ônibus num transformador, que se o Corinthians tiver perdendo o jogo eles vão dar marchar ré, vão dar de frente nesse poste, [e] que vai acabar a luz. O esquema que nós estamos ouvindo é esse, então vai ser colocado um gerador atrás do gol de entrada e quando, se por alguma hipótese terminar a luz, todo mundo corre e se junta no meio do campo e a Polícia Militar vai fazer um cordão de isolamento para proteger o árbitro e os jogadores”. Tudo bem. O esquema era esse. Então o esquema era um jogo maluco, doido, mais do que maluco. Mas sabe o que me assusta mais? Agora vou falar um negócio sincero. Eu apitei o primeiro jogo e não teve nada; no segundo jogo… Porque me falaram na Federação: “Primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono jogo se tiver: a final é sua, todas as finais.” Chegou na sexta-feira, eu vou na Federação, e não sou eu quem está escalado.

[…]: […]

Dulcídio Wanderley Boschilla: Não, eu perdi uma garrafa de champanhe.

Vital Bataglia: E quem é que foi escalado?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Calma, calma, espera aí, deixa eu terminar o quê aconteceu.

Silvio Luiz: Ele já falou.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Eu falei assim: “presidente, deram ‘mancada’ mais uma vez comigo. Falaram que eu iria no primeiro, segundo, terceiro jogo.” “Dulcídio, você é árbitro do terceiro jogo.” E eu falei: “como? Não vai ter terceiro jogo! Como é que vai decidir…”

Silvio Luiz: Quem era o presidente?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Alfredo Metidieri. “Como é que pode saber, como é que pode saber que vai ter terceiro jogo?” “Tenho certeza absoluta que vai ter o terceiro jogo: vale uma garrafa de uísque.” E eu falei: “vale uma garrafa de uísque.” E eu peguei e fui para o sítio em Campo Limpo Paulista, lá na Figueira Branca, assisti pela televisão a Ponte um a zero, e eu falei: “meu Deus, será que eu vou para o terceiro jogo mesmo? Não acredito.” Daí fui para piscina, saí de perto da televisão. Daí a pouco, [faz uma onomatopéia] péééiii! Foguete daqui, foguete dali, eu não quis nem saber. Daí a pouco deu o segundo gol e saiu aquele mundaréu de gente na sala de televisão e todo mundo correndo: “Você vai para o terceiro jogo, você vai para o terceiro jogo!” Eu digo: “meu Deus do céu!”

Flávio Adauto: Era carta marcada?

Dulcídio Wanderley Boschilla: O cara é Mandraque? O cara é Mandraque? Porque foi na porta da Federação, no saguão e me disse assim: “Você é árbitro do terceiro jogo.” Se foi coincidência ou não, mas isso foi dito.

Vital Bataglia: Estava o preservando.

Oldemário Touguinhó: Agora, Dulcídio, depois [que] você passou por essas histórias todas e essa confusão que você diz que existe até hoje, o que fez você ser árbitro de futebol?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Uma briga com meu pai.

Oldemário Touguinhó: O que foi?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Uma briga com meu pai. Meu pai. Eu briguei com meu pai, eu discuti com ele, e eu falei pra ele: “eu quero levar o seu nome onde nunca ninguém conseguiu levar.” Aí ele falou: “Só se você matar alguém e sair na Última Hora.” Lembra do jornal Última Hora? Na Última Hora tem o outro no meio…

Vital Bataglia: Na Prestes Maia.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Prestes Maia perto do viaduto Santa Efigênia.

Vital Bataglia: Muito bem.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Aí eu falei assim: “eu vou levar seu nome onde ninguém nunca levou.” Consegui levar. Passaram-se os anos e eu fui jogar futebol. Aliás, eu jogava bem, diziam que jogava muito bem.

Vital Bataglia: Você é São Paulino, né?

Dulcídio Wanderley Boschilla: E o presidente do meu time, o Anaí [do bairro] de Santana, era o Marcelino Arruda, [cujo qual] era bandeirinha da Federação e trabalhava com o Armando [Armando Marques]. E falou assim: “Por que você não faz o curso de árbitro de futebol? Você apita aqui no segundo quadro e joga no primeiro quadro, então você sabe apitar, você tem noção da coisa.” Eu não sabia que [o futebol] tinha 17 regras, eu não sabia nada disso. Mas fui lá e me apresentei na Federação. Vim na Federação, era o último dia de inscrição, peguei o Sergio Bustamante, se não me engano era o Bustamante, pedi para ele se podia entregar no outro dia e ele disse que poderia. No outro dia eu entreguei a documentação e fiz o curso de árbitro, mas a minha gana era tentar fazer com que meu pai engolisse as patacoadas que ele me falou há muito tempo atrás. Ele dizia que queria me ver na sarjeta, e que se ele passasse não me daria nenhum cigarro.

Augusto Nunes: Dulcídio.

Vital Bataglia: E uma coisa que você não contou, que é uma coisa muito importante.

Augusto Nunes: Diga, Vital.

Vital Bataglia: Porque você contou tudo desse jogo, mas não contou o crime.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Que crime?

Vital Bataglia: Até hoje o Ruy Rey não sabe explicar.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Não posso, eu falei agora a pouco, se eu falar, sai do ar. Ele me xingou, falou um palavrão desgraçado na minha frente.

Vital Bataglia: É uma coisa que até hoje ele não admite.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Eu, com cartão amarelo disse assim…

Vital Bataglia: Depois de tantos anos.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Passa o tape! Ele dá um soco na bola, ele dá um toque na bola – a bola que vai para a área do Corinthians. Ele dá um toque na bola para enganar um jogador do Corinthians e eu apito. Ele conseguiu [passar], e ele continuou correndo e todo mundo parou. O Ademir dá um tranco nele dentro da área, mas já estava parada a jogada a vinte metros atrás, [por]que era toque dele. O Ademir dá um tranco nele na área que ele levanta vôo. Ele continuou jogando e o cara veio e deu um tranco nele – jogo de decisão. O cara caiu de joelhos e virou para mim e começou: “Você vai roubar, nosso time não ganha aqui” – porque desde os cinco minutos ele começou assim. Cheguei para o Wanderlei [jogador da Ponte Preta] e falei: “Xará, avisa esse cara…”

Silvio Luiz: A arma do crime.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Avisa esse cara que eu vou botar esse cara para fora, ele está me enchendo o saco – cinco minutos de jogo. [o programa começa a exibir o tape do jogo] Aí o Wanderlei disse assim…

Augusto Nunes: Dulcídio, nós estamos apresentando o lance que você fala aí.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Você vê que já está parado o lance lá e ele vira o pé e aí ele começa. Já foi o toque, e aí ele começa, ele começa, olha. [O tape mostra o jogador Ruy Rey levantando-se do tranco e se dirigindo furioso em direção ao árbitro, e gesticulando com os braços]

Vital Bataglia: Ele estava drogado?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Não sei. E ele vem, ele vem.

[…]: Cartão amarelo.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Olha, caiu [Dulcídio exibe o cartão amarelo e em seguida o cartão vermelho para o jogador. Ao puxar o cartão vermelho cai de sua mão o cartão amarelo]. Sabe, a minha vontade era outra. A minha vontade… Aí ele começa de novo, ele vem para cima [logo após ser expulso]. Eu viro as costas e ele vem para cima.

Silvio Luiz: Você estava querendo, olha o crime aí.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Vocês viram quando ele sofreu aquele tranco. A jogada estava parada a vinte metros atrás, [por]que ele deu um toque na bola.

Silvio Luiz: [Ruy Rey] Foi contratado pelo Corinthians no ano seguinte.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Então, você está vendo? Eu não vi isso aí.

Augusto Nunes: Eu acho que o caso está esclarecido.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Eu não estou sabendo do que aconteceu, estou dizendo que isso daí foi em 1977 e eu me lembro disso hoje, como se fosse hoje.

Augusto Nunes: Está esclarecido.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Aí ele disse assim para mim, quando eu levanto o cartão [amarelo] ele fala uma besteira muito grande, não posso dizer. O cartão [amarelo] cai, porque eu tiro outro [o vermelho] e digo: “vá você!” Porque ali ou eu apito futebol [com] ele comandando o jogo, ou eu comando o jogo.

Vital Bataglia: Então, pela segunda e última vez: o Ruy Rey estava drogado? Você sentiu isso?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Eu não posso acusar.

[sobreposição de vozes]

Flávio Adauto: Jogador drogado, olhos esbugalhados…

Dulcídio Wanderley Boschilla: Tenho sim, tenho indício ao presidente da Federação. Eu peguei essas finais de segunda divisão, a intermediária, e o presidente da Federação… Fui lá, ele é testemunha, está aí. Disse o seguinte: “será que não dá para o senhor, mesmo não fazendo, mas soltar que vai ser feito exame de dopping? Porque eu estou vendo “nego” correr mais de que as pernas. Tem “nego” batendo escanteio e correndo de cabeça para cabecear, não é brincadeira. E nesse interior de São Paulo…

Flávio Adauto: É solto então?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Não, não é, mas não posso dizer em dopping ou alguma coisa. Eu acho que é preparo físico. Com um sol de 40 graus…

Silvio Luiz: O nego baba, ele baba? Fica branquinho aqui? Os olhos dele ficam desse tamanho?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Eu lá sei se ele baba – …não dá, o cara corre muito. A bola está parada e o cara está correndo sozinho em volta da bola para cobrar a falta, pára com isso.

***

Flávio Adauto: O seguinte: você começou falando em corrupção. Chegou ao conhecimento da imprensa, mais recentemente, envolvendo o Dulcídio, que você fora convidado para ser gerente do futebol do Corinthians. Em meios populares a informação era a seguinte: que você teria sido contratado em 1977, na final Corinthians e Ponte Preta, e só estaria assumindo agora no Parque São Jorge. Isso é o que correu e que eu ouvi o povo falar.

Dulcídio Wanderley Boschilla: O Osmar dá risada, mas [a existência do boato] é verdade.

[sobreposição de vozes]

Flávio Adauto: Quer dizer, você ficou contratado dez anos sem trabalhar.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Dez anos sem trabalhar, mas […]

Augusto Nunes: Dulcídio, Dulcídio, Dulcídio! Um minutinho só. Inclusive, essa pergunta do Flávio Adauto pelo visto começa interessar os telespectadores, porque o Antonio Maria Ferreira, de Pirituba, já pergunta se você não acha – depois o Flávio vai completar -, se o senhor não acha que foi injusto ao apitar jogo Corinthians e Ponte Preta em 1977. O que o jogador Ruy Rey disse quando foi expulso [e] coisa assim. Essa é uma preocupação presente na cabeça dos torcedores.

Flávio Adauto: Eu completo.

Augusto Nunes: Flávio Adauto completa.

Flávio Adauto: Digamos que você estaria assumindo agora, após ter sido contratado em 1977. Você sentiu, ao não aceitar definitivamente o convite, que queriam o Dulcídio Wanderley Boschilla para fazer cambalachos a favor do Corinthians agora em 1988?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Bom, em primeiro lugar não me sujeito a esse tipo de coisa, fazer cambalacho. Eu não fiz em 23 anos de carreira em que eu tinha a faca e o queijo na mão para “cambalachar” adoidado… É verdade, existe gente “cambalachando” até hoje. Você sabe, você me conhece e eu o conheço. Você me disse: “O Ailton [Ailton Fernandes, um dos entrevistadores] me disse o seguinte: olha, eu tenho uma matéria aqui. Eu tenho um negócio de suborno, eu sei que eu tenho provas e não sei o quê, eu vou publicar.” E eu digo: “olha, cuidado que você não tem prova.” “Não, eu tenho.” “Então, se você tem prova, publica. Mas, se não tiver, não publica não, que você vai morrer com a gente.”

Flávio Adauto: E essa história de Corinthians e Ponte Preta?

Dulcídio Wanderley Boschilla: Agora, Corinthians e Ponte Preta.

Flávio Adauto: E depois chegando aos dias de hoje.

Dulcídio Wanderley Boschilla: Eu não me sujeitaria em 1977 a fazer esse tipo de falcatrua, porque em 1974 apitei os três jogos finais Corinthians e Palmeiras, e todo mundo dizia que o Corinthians seria campeão, e Corinthians não o foi. Muito bem, em 1977 aconteceu… o primeiro jogo eu apitei, foi o gol de cara do Palhinha. [O primeiro jogo das finais de 1977 resultou em vitória do Corinthians por um a zero. Aos 14 minutos do primeiro tempo, o atacante Palhinha chuta ao gol, a bola bate no joelho do goleiro Carlos, e em seguida rebate no rosto do atacante] O segundo não fui eu quem apitei, foi o Romualdo [Romualdo Arppi Filho], e teve cusparada, peitada, safanão, cacetada, teve tudo no jogo. Na hora que ele colocou a bola… – quando o Corinthians marcou o gol – quando ele colocou a bola para dar o reinício do jogo, veio um jogador – o Dicá, se não me falha a memória – e chutou a bola para a torcida. Aí ele pegou outra bola, colocou, e ele chutou de novo. Se eu estou no jogo acaba o jogo ali, não tem mais jogo, não tem terceiro jogo, porque sai um monte de gente. Só que no terceiro jogo tentaram forçar uma barra, e eu não deixei. Se você me perguntar: “Eu ajudei o Corinthians indiretamente?” Ajudei, porque eu botei um jogador para fora que pediu talvez a expulsão. Porque ele chegou e me ofendeu por causa de um cartão amarelo, e disse um homérico palavrão que eu não posso dizer nem na televisão, na TV Educativa não posso dizer, mas…

Silvio Luiz: TV Educativa não, você não pode dizer esse palavrão que ele falou em nenhuma [emissora].

Dulcídio Wanderley Boschilla: É, mas aí que está… pois é, vontade [de dizer] eu tenho. Mas o problema maior é o seguinte: o cara me diz um negócio desse e o cartão [amarelo] caiu – está no tape – o cartão caiu da minha mão porque a vontade foi dar um murro no meio da orelha dele e fazer ele continuar jogando futebol. Mas como a lei não me permite esse tipo de coisa, de comportamento, eu digo “fora”. E falei: disse que a mãe dele era “santa” e uma série de coisas e tudo bem. Agora, se eu ajudei o Corinthians nesse tipo de coisa, nesse tipo de comportamento, eu tinha que salvar a minha arbitragem. Agora, acho uma injustiça quem possa pensar que 1977 teria alguma coisa a ver com 1988, ou como gerente de futebol do Corinthians.

Via Memória Roda Viva / José Roberto

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22 Respostas to “23 Anos em 7 Segundos e Alguns Cruzeiros…”

  1. José Roberto Says:

    Lina e companheiros.
    Porque fui buscar essa reportagem no Roda Viva de 11/01/1988?
    Porque amanhã teremos o clássico contra essa imindicie chamada curica, crubico que sempre viveu de esmolas e agora do dinheiro público que muito fará falta para a saúde, segurança e educação, dinheiro que o lula faz questão de tirar do povo para construir estádio pro time que ele torce, porque então não banca com dinheiro do próprio bolso, mesmo sendo nosso?
    A dilma para angariar mais grana criará a CPMF.
    Como estão no ano do Centernada amanhã o Tricolor será operado pelo simon em pleno Morumbi.
    Em 1977 fizeram de tudo para ganhar um título que sabiam que não tinham condições de ganhar no campo fizeram de tudo para comprar a arbitragem, mas como Dulcídio não era homem de esquema o que fizeram compraram o Rui Rei.

  2. José Roberto Says:

    Lina.
    Tem mais.
    Ainda tentaram contrata-lo como funcionário do curica para intimidar os arbitros dentro da Federação para apitar em favor do lixorinthians.
    Mas o Alemão (como era chamado o Dulcídio) não aceitou.
    Você tem tudo na reportagem que mandei para seu e-mail.

    Lina: Eu acrescentei essa parte também no final. Tá tudo ai…

  3. Hannibal Says:

    Time imundo, passado podre.

    Lina: Esse aqui é sujo cara, PQP…

  4. carlos luchetta Says:

    Lina, tô pra te dizer que usaram o mesmo expediente na final do brasileiro de 90.
    A pressão para que os travecos fossem campeões era muito grande.
    Um amigo, que era repórter de uma rádio do interior, foi cobrir a final. Ele me disse que não tinha como o São paulo ser campeão naquele ano. A pressão era muito grande.
    Agora, os caras não são brincadeira, sumiram com a mala do suborno. Olha o nível. hehe.
    É cobra engolindo cobra.
    Abraço.

    Lina: Roubaram o ladrão…

  5. José Roberto Says:

    ALGUÉM TEM ALGUMA DÚVIDA QUE O SIMON NÃO AJUDARÁ O curica HOJE CONTRA O SÃO PAULO?

    Do Blog do Birner

    Gebran aprova arbitragem de Timão x Figueira
    27/10/2007

    Do Lancenet

    Carlos Eugênio Simon apitará o jogo deste domingo, no Pacaembu.

    A diretoria corintiana garantiu que não iria interferir na decisão da Comissão de
    Arbitragem do Brasileiro para o sorteio dos árbitros nos jogos do Timão. Mas coincidentemente, o preferido do clube, Carlos Eugênio Simon, acabou escalado.

    Durante a semana, o vice de futebol, Antoine Gebran, citou alguns nomes que achava qualificados para apitar o jogo contra o Figueirense, neste domingo, às 17h (de Brasília), no Pacaembu.

    Dentre eles, estavam Simon e Evandro Rogério Roman. Os dois acabaram sendo os árbitros escolhidos pela Comissão para participarem do sorteio. O gaúcho ganhou.

    – Não vejo nenhum problema nisso. O Simon é um árbitro muito experiente e é justo colocá-lo em uma partida importante como essa – opinou o técnico Nelsinho Batista.

    Simon apitou dois jogos do Timão pelo Brasileiro neste ano, ambos em casa.

  6. Tecla Farías Says:

    Cara, eu li e a única coisa que encontrei foi um “esquemão” (que o são-paulino ponte-pretano Flávio Prado diz) para SE o Corinthians perdesse o terceiro jogo e um esquema favorecendo A PONTE!!! Pois o Palhinha fez aquele gol “de cara” no primeiro jogo, se o Corinthians vencesse o segundo, já era campeão, mas garantiram que haveria o terceiro, então eles garantiram a vitória da Ponte!!!

    Naquele segundo jogo (de maior público da história do Morumbi), a Ponte venceu 2 a 1, com gol de Dicá onde nem falta foi… se o Corinthians vencesse, era campeão, acho que se empatasse, então se eles garantiram o terceiro jogo, ainda mais trocando o árbitro, mesmo dizendo que Dulcídio apitaria todos os jogos, para mim tá na cara que colocaram o Romualdo Arppi Filho para favorecer a Ponte! Sabendo que Dulcídio era honesto, sempre foi, torcaram pelo Romualdo (mestre em esquemas, vide Flamengo x Atlético).

    Quanto ao esquemão, nesse eu acredito. Mas no caso Rui Rei não acredito (que ele tenha forçado a expulsão) pois li de gente de Campinas, conhecedor ds bastidores da Ponte, que depois desse jogo, o pobre Rui rei ficou sem eira nem beira, quase que foi jogar no Japão. Enfim, sinceramente, eu não vejo sujeira nesse título, pois o tal esquemão da luz não ocorreu e mesmo podendo dar o título ao Corinthians no segundo jogo, ajudaram a Ponte, dando uma falta duvidosa e deixando o Dicá chutar a bola duas vezes sem punição.

    Enfim, ao que me parece, quanto mais essa história é distrinchada, mais assumo que não houve tudo isso que disseram… falo sério. Enfim, o que eu tenho certeza é que da parte do Dulcídio não teve tramóia.

    • José Roberto Says:

      Você não viu porque não te interessa né galinha?
      Vai no Google, clica Dulcídio Wanderley Boschilla que você vai achar, depois clica em pesquisa 11/01/1988. vai aparecer o vídeo e a transcrição. depopis volte aqui e diga que não achou, quero ver se você é honesto?
      Vocês gambalinhas ou galimbás como queira além de desonestos gostam de se fazer de bobinhos.
      Mas aqui não mané.

      • José Roberto Says:

        Engraçado é que quando se mostra a verdade esses merdas correm pra desmentir, vai à merda seu palhaço!

      • Tecla Farías Says:

        Sou honesto sim, e LI a entrevista toda do Roda Viva e tal. Tá na cara que o Dulcídio, além de não ter recebido a grana, não fez esquema. Mas que parte do EU ACREDITO NO ESQUEMÃO você não entendeu?? Eu mesmo disse que acredito, mas lá no outro blog eu dei uma história de um cara que conhece, que Ruy Rey se negou a ir pro México (inclusive EU MESMO aventei a hipótese de que ele teria se recusado ir pro México pois já tava vendido pro Matheus).

        Inclusive tá na cara que tentaram subornar o Dulcídio a mando de Matheus, mas este crime, mesmo que seja todo real, NÃO SE CONCRETIZOU e o Dulcídio mesmo disse : “Eu não posso provar, e quem tava com o dinheiro não vai assinar atestado de burrice.” Ou seja, o crime não se concretizou e o Dulcídio mesmo disse que não dá para provar mais.

        Agora quanto ao Ruy Rey, é o que eu disse: ninguém sabe se ele estava vendido, mas EU ACREDITO QUE ELE se recusou a ir pro México pois já tava acertado, diferente do que disse erradamente no outro post (além de tudo errei falando que era japão, mas era MÉXICO)… mas quem pode provar isso?? Quem??? Uma coisa é eu voce e todo mundo achar, agora provar não dá. E não digo isso defendendo eles, digo sob a égide jurídica.

        Quando palmeirenses fazem dossie coom coisas que não dá para provar, fica só no achismo, usa-se o argumento CORRETO que não tem prova, pq eu não posso dizer isso? A Lei diz isso.

        Enfim, sou honesto e me atenho ao que é oficial, ao que as autoridades dizem. Ao invés de ficar até cego de raiva. Por isso coaduno sempre com o Periodista da Verdade e a Plêiade (só entra quem é ilibado ao extremo, vc sabe disso), e sigo a Santíssima Trindade (ANDRADE PRADO, ANDRADE NETO E A VERDADE, QUE JUNTOS SÃO UM SÓ).

        E antes que me perguntem, para não ter que responder, já digo : NÃO, EU NÃO QUERIA A COPA NO BRASIL, NÃO VOTEI NA DILMA NEM NO PT, E NÃO QUERO QUE ESSE ESTÁDIO DE ITAQUERA SAIA DO PAPEL (inclusive acho que não sai).

        A verdade prevalece (veritas vincit).

      • carlos luchetta Says:

        E eis que aparece o misterioso Tecla Farias no blog. hehe, vou morrer, mas não vou ver tudo. Afinal, voce tá sacaneando com o paulinho ou acredita mesmo na tal santissima trindade?
        Com relação ao post, tá muito claro que o Dulcidio não levou nenhum, mas aqui estamos falando do Modus Operandi.
        É certo que houve a tentativa do suborno e é disso que estamos falando. Do suborno, da pressão, do Rui Rei…
        Perante a Lei pode até não ter havido o crime, mas que tentaram, tentaram.

        Lina: Eles queriam comprar o Ruy Rei e o Dulcídio, só que o Dulcídio era policial do Dops, mais conhecido como o juiz. Saca só. Os caras nem apareceram na casa dele pra tentar. Já o jogador, foi contratado depois pelo clube da marginal… Essa história é a cara delas, imundície pura.

      • José Roberto Says:

        Tecla Farías.
        BOA NOITE.
        TEM MAIS UM DETALHE, EU ASSISTI UMA ENTREVISTA DO VICENTE MATHEUS CONTANDO ESSA PASSAGEM, INCLUSIVE FALANDO QUE FOI INGÊNUO PORQUE QUEM ARMOU TUDO ISSO FOI UM FUNCIONÁRIO DAS BARATAS CHAMDO JOSÉ APARECIDO, NÃO CONFUNDIR COM O ARBITRO QUE LEVOU UMA CUSPARADA DO NETO.
        VOU VER SE ENCONTRO EM ALGUM LUGAR, JÁ TIVE MAS PERDI.

        QUANTGO AO GALINHÃO EU TAMBÉM ACHAVA QUE NÃO SAIA, MAS ASSISTINDO OS NOTICIÁRIOS HOJE À NOITE MUDEI DE IDÉIA,AO SAIREM DA REUNIÃO DO COMITÊ SÃO PAULO ONDE CONFIRMARAM O ESTÁDIO DOS INDIGENTES,O CARA DE AREIA MIJADA NA MAIOR SOBERBA AFIRMOU QUE O CURICA NÃO COLOCA UM CENTAVO, NÃO ABRE MÃO DE NADA, NÃO PAGA E QUEM QUISER QUE PAGUE.
        O ATUAL GOVERNADOS ALBERTO GOLDMAM DISSE EM CLARO E BOM TOM QUE, A DIFERENÇA DE 200 MIL TODOS SE JUNTARÃO PARA COBRIR A DIFERENÇA, QUER DIZER VAMOS DANÇAR MAIS UMA VEZ COM O COFRE DO ESTADO DE SÃO PAULO.
        DEPOIS NUMA OUTRA REPORTAGEM APARECE O GERALDO ALCKMIN DIZENDO QUE NA TRANSIÇÃO DOGOVERNO TERÃO ARRANJAR UM JEITO DE MOLHORAR A SAÚDE, HOJE EM PÉSSIMAS CONDIÇÕES SEM AUMENTAR IMPOSTOS.
        QUER DIZER, PARA O GOLDMAM, PRA SAÚDE NADA, MAS PARA ESTÁDIO PRIVADO TUDO.

        Lina: Esse estádio “com dinheiro público” é bem capaz de sair porque existem políticos como Kassab e Goldman. Atenção ! Não se esqueçam destes nomes !

  7. Jorge Tri-Hexa Says:

    Que passado glorioso.
    kkkkkkkkkkkkkkkkk

  8. Papito Says:

    Lina, todo mundo sabe que teu ódio pela porcada é enorme por causa do negócio do gás.
    Mas eu odeio muito esse time da marginal sem número.
    São imundos.
    Nesse ano de 1977, o Geisel queria construir estádio e apareceu em um recorte de jornal que eu vi em algum lugar, não sei se você tem ai. Acho que vi aqui também.
    Na foto de capa, o Geisel aparecia ao lado do Vicente Matheus.
    Ou seja, amigos do poder, ligados a ditadura.
    Só que eles vão conseguir seu sonho agora, no governo mais sujo, mais corrupto, mais ladrão da história. Jamais houve na história desse pais, plageando o próprio Ali Babá, tanta sujeira.
    Está aqui então o cenário ideal para essa vergonha.
    E prepare-se meu amigo, antes o que era R$ 300 milhões já é R$ 600 milhões e chegará facilmente ao bilhão.
    E viva o povo brasileiro, principalmente do norte e do nordeste que escolheu a escória.
    Sem preconceitos e sem xenofobia, mas constatação.

    • José Roberto Says:

      Só para você ter uma idéia da roubalheira.
      650 milhões que estão anunciando, mas sabemos que será muito mais, porque tem ainda as propinas.
      Mas vamos ficar nos 650, dá para custear a merenda escolar para os alunos da rede pública de São Paulo por 93 anos e sete meses.
      Quer mais?

      • José Roberto Says:

        O governa paga para os médicos do Sus R$10,00 por consulta.
        Sabe quantas consultas custearía? 65 milhões.

      • José Roberto Says:

        “O cirurgião cardiovascular hoje paga para trabalhar”, disse ao Estado Ronald Souza Peixoto, presidente da cooperativa que reúne os 102 profissionais da especialidade no Rio de Janeiro. Em média, o cirurgião passa de quatro a seis horas no centro cirúrgico, fica de sobreaviso para agir em caso de intercorrência logo após a operação durante dois meses e recebe por isso pouco mais de R$ 100, afirmou Peixoto.
        Portanto 6milhões e 500 cirurgia cardio-vasculares.
        É mole?

      • José Roberto Says:

        O SUS paga pelo ultra-som de uma gestante R$12,40. Daría para custear 52.419.355, (Cinquenta e dois milhões, quatrocentos e dezenove mil, quinhentos e cinquenta e cinco) Ultra-som.
        Esse povo de merda trer mais é que se sifu não?
        Pois é eu já disse há mais de 1 ano que não mais tería pena de pobre que votaría no canditado do PT.
        Esses fdp não podem mais chorar por falta de atendimento.
        Mas observe um detalhe, tudo isso pela metade do custo final do galinhão, agora você imagine o total do gasto quando tudo tiver concluido.
        O lula liberou há alguns meses para o BNDES custear essas obras a primeira parcela no valor de 7.4 bi (Sete bilhões e Quatrocentos milhões de Reais).
        Que merda é esse Brasil.
        Se eu fosse reportes, cada vez que alguém reclamasse do atendimento na rede pública eu perguntaría para que time o senhor ou a senhora torce, e para quem votou na última eleição.
        Curica e na dilma, aí eu faría igual o marco aurélio garcia fez para os mortos do acidente da TAM em Congonhas.
        top-top trouxa

  9. Franklin Says:

    E tem mais histórias desse tipo ai !
    Aquele argentino contra a Portuguesa, Zveitão 2005, estacionamento invadido, terreno de Itaquera, timãocap (esse até no blog do motoboi apareceu esta semana), e outros casos que não me recordo.

  10. CURICANO 7-0-1/2 Says:

    Tira o Curica daí !

  11. Sem Água e Sem Luz Says:

    É muita vergonha.

  12. Travesti Fiel Says:

    Eu tenho um poster do Ruy Rei no meu quarto desde quando eu era menina.
    Adoro aquele gato.
    Me tirou da fila e me colocou na crista da onda, afinal, eu nasci para brilhar.
    Ui ui ui

    A Pandora é da Fiel.

  13. Antonio Carlos de Carvalho Says:

    PARABÉNS POR PROVAR QUE NÃO HOUVE CORRUPÇÃO ALGUMA NA FINAL DE 1977 E QUE O CORINTHIANS FOI O LEGÍTIMO CAMPEÃO!!

    Lina: Eu naum duvido que você tenha chegado a conclusão tão absurda depois desta reportagem e até entendo, afinal, não seria por mostrar habilidade com as letras que vocês são conhecidos como ANALFABETOS.

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