Archive for junho \30\UTC 2010

Coluna do Denilson – O São Paulo e a Mídia

30/06/2010

O SPFC E A MÍDIA 

Os recentes episódios envolvendo o técnico Dunga e os repórteres da Globosta, deixam bem claro uma verdade: a imprensa esportiva desse país é odiada por todos. 

Nem a incrível máquina hegemônica da informação que a Globosta detém, foi capaz de colocar a opinião pública a seu favor. 

Todos também sabem que a Globosta costuma ser a mais imparcial de todas as emissoras no segmento imprensa esportiva. Seus profissionais, por agirem quase sempre de forma imparcial, quase nunca são alvos de ataques por parte das torcidas.  Você pode dizer que o Galvão Bueno foi alvo de ataques sim, mas convenhamos, aquilo não foi ataque e sim, uma brincadeira que rolou na Internet, e que, em nada afetou o prestígio daquele narrador. 

Bom, se para quem procura ser imparcial a rejeição já é extrema, imagine então para quem sempre ofende torcedores e age como um filhote de Hitler?  Gostaria muito de ver o Neto, o Milton Neves, o Dr. Osmar, e outros canalhas da BAND ida, freqüentando as ruas, testando suas popularidades ali, ao lado do povo. 

É claro que seriam massacrados, porque não passam de gente sem caráter, desqualificada que vive de ofender o Tricolor e da chupação às FRANGAS. 

Então me pergunto, porque algumas empresas como a Ambev, os Móveis Gazin, o Bradesco, a Ford, e outras, associam suas marcas a esses montes de lixos ? A resposta é óbvia, é porque eles anunciam em programas que veiculam o produto futebol, querem associar seus produtos a esse esporte. Mas então porque não exigem que tais programas tenham uma postura mais decente ? A resposta é que eles não estão interessados nisso, e sim na exposição da marca, afinal, as agências procuram resultados rápidos, sem se importar com o dano que a marca pode sofrer, o importante é aparecer.  Mas o que pode acontecer a longo prazo ?  Pode ser que tais produtos sejam desvalorizados no mercado, pela associação de imagem a essas figuras bizarras.  A Ambev por exemplo, planeja não mais anunciar no programa do Mentiroso Nato. 

Enfim, aos poucos as empresas estão percebendo que associar seus produtos a essas fezes nazistóides pode ser muito danoso, é como se a Brahma colocasse um penico com urina ao lado de sua cerveja, ou como se o Mc Donald’s colocasse o Big Mac ao lado de um monte de bosta, evidente que em ambos os casos, esses produtos estão sendo desvalorizados.  Mais cedo ou mais tarde, os anunciantes vão perceber que embora sejam bastante expostos, seus produtos sofrerão a mesma rejeição que tais boçais sofrem. 

Teve uma época que os jornalistas esportivos eram símbolos da moralidade, exatamente pela imparcialidade que sempre perseguiam e seus textos e falas. Me lembro que alguns até torcam, mas jamais distorciam. Hoje, vemos que o jornalista esportivo é símbolo de imoralidade, de canalhice, de safadeza, de mentira, de encenação, de engodo, de falcatrua, arrisco dizer que até os políticos brasileiros têm mais prestígio junto a população do que tais profissionais. Eles são parasitas do produto futebol, os clubes precisam criar meios de falarem diretamente com seus torcedores para que assim possam extirpar esses parasitas que hoje faturam milhões de reais se apropriando da imagem dos clubes e da moral dos torcedores. 

Em vez de boicotes a jogos ao vivo, o torcedor seria muito mais eficiente se fizesse campanha de e-mails para os anunciantes dos jogos, afinal, se uma emissora compra o produto futebol ao vivo, é porque ela sabe que torcedor é muito mais fiel ao esporte do que a sua programação normal, portanto, quer colocar em sua programação um produto que agrega fidelização.  Nunca um boicote a um jogo de futebol funcionará, porque estamos falando de paixão.  

Entender o rompimento a um boicote a um jogo ao vivo, é perfeitamente crível, o que não é possível aceitar, é que na era da internet, ainda existam pessoas que toleram serem xingadas ao vivo por programas desses jornalistas boçais. Aí é muita falta de amor próprio. 

E você, o que acha da luta de Dunga contra os jornalistas canalhas da imprensa esportiva?

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Denilson Martins é sãopaulino e parceiro do blog.

Saiba como Roberto Marinho se apossou da TV Paulista, em plena ditadura, passando para trás 673 acionistas, dados como “mortos ou desaparecidos”. (Entre eles, Ermírio de Moraes e o palhaço Arrelia).

30/06/2010

Este blog recebeu grande número de comentários sobre a matéria “Favorecimento da Justiça brasileira à TV Globo deverá ser denunciado à ONU, OEA e até ao Tribunal Internacional Penal de Haia”, publicada dia 18 de junho.

O artigo tratava da falsificação de documentos e de outros golpes aplicados por Roberto Marinho, em pleno regime militar, para usurpar o controle da TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo, responsável por mais de 50% do faturamento da rede).

Depois do fim da ditadura, os herdeiros dos antigos donos da emissora entraram na justiça, com uma Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico, porque a família Marinho não dispõe de nenhum documento que comprove ter adquirido a televisão.

Entre dezenas de comentários sobre o artigo, selecionamos apenas dois, para serem respondidos agora por Helio Fernandes, de forma a esclarecer melhor a espantosa situação, que demonstra a que ponto chegava o poder de Roberto Marinho durante a ditadura.

Sílvio da Rocha Corrêa:
“Helio, infelizmente, muito infelizmente, até o dia de hoje, as Organizações Globo se situam acima da lei de nosso país. Muitos elementos da justiça e diversas autoridades são omissas e covardes quanto a esse… câncer da sociedade brasileira.”

Nilson Alves da Silva:
“Com justa razão, o jurista Oscar Dias Correia, ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Justiça, tinha pavor de advogar no Rio de Janeiro. Dizia ele: “Na Justiça do Rio, tudo é possível”. É justamente o que se comprova no caso desse processo contra a TV Globo. E eu que acreditava que só em Brasília a Justiça era dada a atos de ilegalidade.”

Comentário de Helio Fernandes:
O processo está na iminência de ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. Como já publiquei aqui, o relator dessa ação, que tem cerca de 4 mil páginas, é o ministro-presidente da 4ª Turma do STJ, João Otavio de Noronha, que atua no tribunal desde dezembro de 2002.

Os interessados (Organização Globo, seus sócios, áulicos e admiradores) tentam de todas as formas esconder esse processo, cuja tramitação nenhum jornal acompanha, exceto a Tribuna da Imprensa. A Folha de S. Paulo chegou a publicar uma excelente matéria, de meia página, mas “teve que esquecer o assunto”, porque a família Frias é sócia da família Marinho no jornal Valor Econômico. E o Estadão fez apenas uma pequena matéria, mas logo jogou o assunto para debaixo do tapete.

Apesar desse extraordinário esforço para “esconder, esfriar e esquecer” o processo, a questão já se tornou um segredo de Polichinelo, que todos conhecem. Mas vale a pena relembrar agora, as vésperas do julgamento decisivo, como se passou esse revelador capítulo da trajetória de Roberto Marinho, que infelizmente não consta do volumoso livro de sua “biografia”.

Em meio às manobras para “abafar” o caso, em 2002 o então deputado Afanasio Jazadji (PFL) conseguiu quebrar o bloqueio e denunciou no plenário da Assembléia Legislativa de São Paulo a fraude praticada por Roberto Marinho contra os 673 acionistas minoritários da antiga TV Paulista, em 1975.

“Em uma operação totalmente irregular, o empresário conseguiu transferir para o próprio nome 48% do capital da emissora, para declarar-se único dono da empresa”, destacou Jazadji, classificando de escandalosas as manobras de Marinho, que. para efeito de recadastramento societário, considerou “MORTOS OU DESAPARECIDOS” os 673 acionistas minoritários, alegando que tal procedimento havia sido determinado pelo Dentel, órgão do Ministério das Comunicações.

Na época, apenas a Tribuna da Imprensa publicou o discurso do deputado, denunciando “um abuso societário cometido contra direitos intransferíveis e intocáveis de acionistas que nada mais deviam à empresa, pois suas ações já estavam totalmente integralizadas”.

Jazadji assinalou que “muitos acionistas eram pessoas famosas e que facilmente poderiam ser encontradas, como o palhaço Arrelia ou o empresário José Ermírio de Moraes, que foram dados como mortos ou desaparecidos”.

O deputado do PFL paulista enfatizou que, apesar do Dentel ter realmente solicitado que se regularizasse a situação de acionistas considerados mortos ou não localizados, “o órgão público jamais poderia autorizar o confisco das ações, dissimulado de subscrição por valor unitário de Cr$ 1,00 (hum cruzeiro) por ação, transferidas para o nome de Roberto Marinho, em Assembléia Geral Extraordinária por ele próprio presidida”.

A lista completa com os nomes de todos os acionistas, fornecida pelo deputado, foi transcrita no Diário Oficial de São Paulo. E Jazadji disse que essa relação não podia sequer ser questionada, já que fora apresentada à Justiça pelos próprios advogados que defendem Roberto Marinho, na ação movida contra ele pelos herdeiros dos sócios majoritários da TV Paulista.

Nesse processo, que correu na 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro e está no STJ, os herdeiros reclamam que também teriam sido lesados pelo empresário, em 1964, quando Marinho “comprou” de Victor Costa Jr. 52% das ações da TV Paulista, para transformá-la em TV Globo de São Paulo, embora o “vendedor” não fosse o verdadeiro dono da emissora, pois apenas tinha poder de gestão e não era detentor de nenhuma ação, seja ordinária ou preferencial.

Afanasio Jazadji acredita que os acionistas têm direito a receber bonificações milionárias por conta da valorização da empresa, uma vez que as ações são propriedades que não poderiam ter sido simplesmente usurpadas por Marinho, não importa o argumento usado como justificativa.

Na verdade, a tomada do controle da TV Globo de São Paulo por Marinho foi feita em dois lances. Originalmente, a TV Paulista era uma sociedade anônima, cujos sócios majoritários eram quatro membros da família Ortiz Monteiro, com 52% das ações. O resto estava pulverizado entre 673 acionistas minoritários.

A concessão fora ganha em 1952 pelo deputado Oswaldo Hernany Ortiz Monteiro, que criou a Rádio e Televisão Paulista para explorar a concessão. Mas três anos depois, a empresa não ia bem, e Ortiz Monteiro tentou transferir o controle acionário para o executivo Victor Costa, que passara a geri-la. No contrato, porém, havia uma cláusula pétrea: para assumir efetivamente o controle acionário da emissora, Victor Costa teria de conseguir previamente a transferência da concessão do canal para seu nome junto às autoridades federais. Caso contrário, perderia o direito a controlar a emissora.

Como o executivo morreu quatro anos depois, sem regularizar a situação, a transferência do controle acionário jamais se concretizou. E com a morte dele em 1959, seu filho Victor Costa Júnior passou a gerir a emissora. Em 1964, apresentando-se como sucessor do pai, negociou com Roberto Marinho o controle da televisão, assinalando no contrato ser “único herdeiro das ações da TV Paulista” que pertenceriam a seu falecido pai.

Como Victor Costa pai nunca detivera de fato ou de direito as ações da emissora, elas nem constaram da lista de seus bens no inventário. Ou seja, seu filho, Victor Costa Júnior, negociou com Marinho o que não possuía, e a regularização da titularidade da concessão junto ao governo federal foi sendo adiada, porque Marinho não tinha condições de transferir a concessão, já que “comprara” ações de quem não podia ter vendido, pois jamais fora proprietário delas.

Resultado: foi preciso “esquentar” a transação, através de uma série de procurações e substabelecimentos que se estendiam de 1953 a 1975, com a família Ortiz Monteiro dando plenos poderes a um funcionário da TV Globo, Luis Eduardo Borgerth, para negociar as ações. De posse desses documentos, (que depois se comprovaria na perícia serem todos falsos e fraudulentos) Borgerth então pôde passar ilegalmente os 52% do controle para Marinho.

Restavam os 48% de ações ainda de posse dos 673 acionistas minoritários, entre os quais se misturavam figuras anônimas a nomes de tradicionais famílias paulistas como Bueno Vidigal, Trussardi e Ermírio de Moraes. Os acionistas foram convocados por Roberto Marinho para uma Assembleia Geral Extraordinária, através de um pequeno anúncio, em letras miúdas, publicado no Diário Oficial de São Paulo.

Ninguém compareceu, como seria de se esperar. Mas a Assembleia, presidida por Roberto Marinho, decidiu que as ações dos ausentes seriam incorporadas ao patrimônio do sócio controlador (o próprio Marinho), ao preço simbólico de CR$ 1,00 (um cruzeiro) cada, a pretexto de ressarcir um empréstimo que Marinho teria feito à empresa.

De acordo com o deputado Afanasio Jazadji, integravam essa lista alguns dos mais conhecidos cidadãos de São Paulo: José Ermirio de Moraes (ex-senador e empresário emérito), Antonio Silvio Cunha Bueno, Cincinato Braga, Waldemar Seyssel (o palhaço Arrelia), Paulo Taufik Camasmie, Ângelo Fanganiello, Oscar Americano de Caldas Filho, Amador Bueno de Campos Gatti, Constantino Ricardo Vaz Guimarães, Bento do Amaral Gurgel, Samuel Klabin, Abraão Jacob Fafer, Guerino Nigro, Cláudio de Souza Novaes, José Pillon, Brasílio Rossetti, Francisco Rossi, Eduardo Salem, Rubens Salem, Alfredo Savelli, Rafael Noschese, Oswaldo Scatena, Oswaldo Schimidt, Christiano Altenfelder Silva, Vicente Amato Sobrinho, Edgard Pinto de Souza, René de Castro Thiollier, Paulo e Romeu Trussardi, Sylvio Bueno Vidigal e muitos outros.

Assim, por meio de sucessivos golpes, que incluíram a falsificação de documentos e a ardilosa convocação de acionistas, que foram dados coletivamente como “mortos e desaparecidos”, Roberto Marinho tornou-se proprietário da TV Paulista e fechou o capital da empresa, tendo os três filhos (Roberto Irineu, José Roberto e João Roberto) como únicos sócios.

denuncia o deputado Afanasio Jazadji que a operação foi irregular, porque ignorou os direitos de propriedade dos acionistas, além, é claro, do próprio modo como Marinho tomou posse das ações majoritárias da TV, assumindo a concessão federal sem estar de posse de nenhum documento válido que comprovasse ter adquirido o controle da empresa.

Outra circunstância agravante foi a falta de cumprimento das leis específicas. Como se sabe, qualquer negociação de controle acionário de emissora de TV tem que ser PREVIAMENTE APROVADA pelo governo federal. Marinho, no entanto, jamais solicitou essa autorização prévia, e ficou 12 anos ilegalmente com a emissora no ar, sem ter assumido a concessão, que continuava no nome dos antigos donos.

Pior: depois de 12 anos dessa atuação irregular, a regularização da concessão foi feita inteiramente à margem da lei, tendo sido assinada por uma funcionária do Ministério das Comunicações que não tinha poderes para fazê-lo. E foi assim que Roberto Marinho enfim conseguiu usurpar a TV Paulista, transformando-a em TV Globo de São Paulo, em plena ditadura militar.

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PS – Antes que me esqueça: em 30 de junho de 1976, para simular de vez a transferência do controle acionário da TV Paulista (naquela data já TV Globo de São Paulo), a Assembleia Geral Extraordinária fantasma presidida por Roberto Marinho teve oficialmente o “comparecimento” de três dos quatro acionistas controladores da emissora, que JÁ TINHAM MORRIDO ENTRE 1962 E 1964. OS falecidos participaram da Assembleia ou foram representados com procuração “específica”, e assim foi “regularizada” a desapropriação das ações de 673 acionistas minoritários (48% do capital) e dos majoritários (52% das ações). Tudo na mais completa ilegalidade e imoralidade, mas suficiente para que o governo militar baixasse portaria, reconhecendo o apossamento do canal 5 da TV Paulista por Marinho.

PS2 – Mesmo com essa abundância de provas, nos dois primeiros julgamentos, na Justiça do Rio de Janeiro, os resultados foram favoráveis à família Marinho, mediante fraude, leniência e favorecimento, exclusivamente isso. Na forma da lei, com base no que está nos autos, as sentenças teriam sido totalmente desfavoráveis à TV Globo.

PS3 – Mas acontece que a Globo está sendo defendida pela família ZVEITER, que manda e desmanda na Justiça do Estado do Rio, e conseguiu que o processo fosse julgado como uma AÇÃO ANULATÓRIA, para declará-lo “PRESCRITO” por TRANSCURSO DE PRAZO.

PS4 – Foi um monumental erro jurídico, porque um dos fundamentos mais importantes no processo é justamente a forma da ação. Assim, AÇÃO ANULATÓRIA é uma coisa, AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE ATO JURÍDICO é outra completamente diferente, com uma peculiaridade essencial: a primeira prescreve, a segunda, não.

PS5 – No processo contra a TV Globo, em nenhum momento se fala em AÇÃO ANULATÓRIA. O que existe é, única e exclusivamente, uma AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE ATO JURÍDICO. Assim, como pôde a Justiça estadual julgar uma ação declaratória como se fosse ação anulatória, um erro que nem mesmo o mais iniciante acadêmico de Direito ousaria cometer.

PS6 – Agora, vamos aguardar a decisão do STJ, para saber se ainda há juízes em Nuremberg, perdão, em Brasília.

Via Tribuna da Imprensa, dica Carlos Luchetta.

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Morumbi x Piritubão

30/06/2010

Todos juntos
A ida de Gilberto Kassab à África do Sul, em 6 de julho, deve antecipar o anúncio do Piritubão como a arena de São Paulo na Copa-2014. Segundo aliados do prefeito, o martelo foi batido e só falta oficializar o projeto.

Sem concorrência
A apresentação do Piritubão, no entanto, não deve ocorrer no lançamento do logotipo oficial da Copa de 2014, no próximo dia 8, em Johannesburgo, porque isso poderia deixar o evento principal em segundo plano.

Estocada
Chegou aos ouvidos do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que a entrevista dada pelo jornalista inglês Andrew Jennings à “Carta Capital” teve o dedo do palmeirense Luiz Gonzaga Belluzzo, que não mantém boa relação com a confederação. Jennings chamou Teixeira e João Havelange, ex-presidente da Fifa, de corruptos. Belluzzo é do conselho editorial da revista.

Pegou mal
No Palmeiras, o assunto desperta irritação. Comentam que Belluzzo continua fazendo o jogo do São Paulo, que teve o Morumbi excluído pela Fifa da Copa-2014 e fica atacando a entidade e o comitê local, presidido por Ricardo Teixeira.

Painel FC

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Por Piritubão, secretário de Kassab vai à África do Sul com verba pública

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, nomeou seu secretário de Planejamento Urbano, Miguel Bucalem, para definir o modelo de negócio utilizado para a construção do estádio paulista da Copa-2014, em Pirituba.

Bucalem chegará no dia 5 à África do Sul em viagem oficial da prefeitura e bancada pelo erário público. A agenda do secretário municipal foi organizada pela Fifa.

O representante de Kassab vai se encontrar com dirigentes da Fifa e técnicos da prefeitura da maior cidade sul-africana. Eles vão mostrar como foi feito o planejamento financeiro para a construção e modernização dos estádios.

O prefeito chega a Johannesburgo no próximo dia 6, mas não deve participar das discussões técnicas.

Johannesburgo tem duas arenas: o Ellis Park e o Soccer City, palco da abertura e da final. Este deve servir de parâmetro para o Piritubão.

A Fifa não abre mão de realizar o jogo inaugural do Mundial brasileiro em São Paulo. Após descartar o Morumbi, a entidade articulou para “ensinar” os paulistas a como fazer seu estádio.

O modelo africano, que consumiu cerca de R$ 3,1 bilhões na reforma e construção das arenas, foi todo bancado pelos governos federal e municipal das dez sedes.

Com exceção do estádio de Nelspruit, todos os outros passarão à iniciativa privada após o Mundial e, em contrapartida, os concessionários se comprometem a manter as arenas. Em alguns casos, há a previsão de que parte das receitas das concessões volte para os cofres públicos.

A ideia da prefeitura, a Folha apurou, é realizar Parceria Público Privada para erguer o estádio em Pirituba. A administração Kassab já informou, repetidas vezes, que não investirá dinheiro para a construção da arena.

A verba viria de grupos indicados pela Fifa, e a construção deve ser responsabilidade da Odebrecht, dizem pessoas envolvidas com o negócio. Haverá, porém, licitação para a concessão e exploração do estádio.

Além disso, a prefeitura tem de resolver o problema da desapropriação da área em Pirituba para a obra, que contempla ainda construção de um centro de convenções.

Parte do terreno é usado pela iniciativa privada.

O prefeito pode fazer um DIS (Decreto de Interesse Social) para retomar a área.

À prefeitura caberá elaborar novo plano de mobilidade urbana para a criação de uma rede de transporte público para servir ao local, como exigido pela Fifa.

O projeto de mobilidade urbana apresentado pelo comitê paulista da Copa-14 à entidade prevê obras e melhorias na região do estádio do Morumbi. Essa discussão está na pauta do secretário de Kassab na África do Sul.

Folha

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Você Já Viu Este Filme Antes

30/06/2010

Podem ter certeza que tem a mão da PUTONA GAÚCHA nesta história.

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Cicinho Pode Ficar Fora da Semifinal da Libertadores

Uma reunião na manhã desta quarta-feira vai definir a situação de Cicinho no São Paulo. O lateral-direito, para espanto de quem esteve no CT da Barra Funda, declarou que pode não disputar a semifinal da Libertadores.

– A decisão é da Roma, eles é quem vão decidir. Pediram para que eu volte, para fazer a pré-temporada lá, então por isso posso não ficar – afirmou o camisa 23.

Quando foi contratado por empréstimo, vínculo encerrado no último dia 20, segundo a diretoria do Sampa, havia uma cláusula que prorrogaria o contrato automaticamente até o fim da competição sul-americanda. No entanto, a Roma (ITA) pode emperrar a situação, já que deseja contar com o jogador.

Para que o lateral permaneça, as partes têm de fazer um novo contrato, de, no mínimo, três meses. O mesmo, depois, seria rescindido ao término da Libertadores.

Ricardo Sarti, empresário do atleta, está em São Paulo e vai se reunir com o presidente Juvenal Juvêncio para definir o futuro do jogador. O agente já entrou em contato com a Roma para intermediar o acordo.

A vontade de Cicinho é de permanecer, já que seu relacionamento com o técnico Cláudio Ranieri não é bom. O problema é que o elenco do clube italiano está carente na posição. 

Lancenet

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Incrível, Mas o Pessoal do Muro ao Lado Acordou

30/06/2010

Belluzzo, Aliado de JJ

O Tricolor parece estar sozinho, mas não.

Belluzzo está apoiando JJ e a força da ala contrária à Ricardo Teixeira e Andres Sanches só aumenta.

Inclusive o Painel FC da Folha de SP afirma que a entrevista em que Andrew Jennings detona com Ricardo Teixeira e João Havelange teve o dedo de Belluzzo.

Seja na mídia, política ou no mundo da bola.

O São Paulo está se alicerçando e a guerra será árdua.

Parabéns Belluzzo!

Via Blog do São Paulo

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Globo Recusa Acordo Para Dividir Futebol

29/06/2010

Não tem conversa. Globo e Clube dos 13 recusaram o acordo proposto pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) para livrar a emissora da acusação de monopólio nas transmissões de futebol. O acordo, proposto em março, sugeriu a extinção da cláusula que dá preferência para a Globo na renovação dos contratos com o Clube dos 13 na compra dos campeonatos de futebol. Também propõe dividir o Brasileirão em dois pacotes, um para a Globo e outro que seria disponibilizado para outras emissoras. O acordo encerraria processo de 1997 no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) contra a emissora. Globo e Clube dos 13 aguardam o julgamento final da ação.

Via Estadão

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O Maior Patrocínio da História Vem Por Ai ?

29/06/2010

A Samsung e o São Paulo Futebol Clube negociam o que pode vir a ser um dos maiores contratos de marketing esportivo já feitos no país. Além do tradicional patrocínio na camisa, a companhia sul-coreana financiaria parte da reforma do Morumbi. Em contrapartida, emprestaria sua marca ao nome do estádio. Os valores sobre a mesa chegam a US$ 150 milhões.

Via SPFC.net

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E Agora Gambá ?

29/06/2010

Governo de São Paulo sanciona lei 14.163 que autoriza obras no entorno do estádio do Morumbi

Sempre disse aqui no blog e na Rádio Jovem Pan, onde trabalho há 17 anos, que a novela envolvendo o estádio do Morumbi e a Copa de 2014 ainda não terminou.

O governo de São Paulo acabou de sancionar a lei 14.163 que autoriza empréstimos e a realização de várias obras na cidade.

Dentre elas a chamada linha Ouro do Mêtro que liga o Aeroporto de Congonhas ao Estádio do Morumbi, além das obras de mobilidade no entorno do estádio, incluindo o monotrilho da estação Morumbi até o estádio.

Obras estas que foram viabilizadas e planejadas pelo governo pensando na Copa de 2014.

Veja o que diz a lei 14.163

Governo do Estado

Autoriza o Poder Executivo a realizar operações de crédito com instituições financeiras internacionais, organismos multilaterais e bilaterais de crédito, bancos privados internacionais, bem como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e a Caixa Econômica Federal – CEF, e dá outras providências correlatas.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º – Fica o Poder Executivo autorizado a realizar operações de crédito junto a instituições financeiras internacionais, organismos multilaterais e bilaterais de crédito, entidades de crédito nacional e internacional, dentre elas o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, a Caixa Econômica Federal – CEF, o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento – BIRD, o Japan Bank for Internacional Cooperation – JBIC e Consórcio de Bancos Internacionais, a Japan International Cooperation Agency – JICA, cujos recursos serão aplicados, obrigatoriamente, na execução dos seguintes Projetos:

I – Complexo Cultural – Teatro da Dança de São Paulo, até o valor equivalente a R$ 233.700.000,00 (duzentos e trinta e três milhões e setecentos mil reais), a cargo da Secretaria da Cultura;

II – Linha 17 – Ouro e obras do entorno do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, até o valor de R$ 1.332.000.000,00 (um bilhão trezentos e trinta e dois milhões de reais), a cargo da Companhia do Metropolitano de São Paulo – METRÔ, compreendendo a implementação do Projeto Monotrilho e obras de urbanização no Entorno do Estádio Cícero Pompeu de Toledo;

III – Rodoanel Mário Covas – Trecho Norte, até o valor equivalente a US$ 1.148.633.000,00 (um bilhão cento e quarenta e oito milhões seiscentos e trinta e três mil dólares norte-americanos), e ou o equivalente em moeda nacional à época da contratação, a cargo da Secretaria dos Transportes.

Parágrafo único – As taxas de juros, os prazos, as comissões e os demais encargos serão os vigentes à época das contratações dos respectivos empréstimos, admitidos pelo Banco Central do Brasil, para registro de operações da espécie, obedecidas as demais prescrições e normas.

Artigo 2º – Para assegurar o pagamento integral das operações de crédito contratadas com a CEF e o BNDES nos termos desta lei, fica o Poder Executivo autorizado a ceder ou a dar em garantia, por qualquer forma em direito admitida, os direitos e créditos relativos ou resultantes das cotas ou parcelas da participação do Estado na arrecadação da União, na forma do disposto no artigo 159, inciso I, alínea a, e inciso II, da Constituição Federal.

Artigo 3º – O negócio jurídico de cessão ou constituição de garantia celebrado com a CEF deverá atender às condições usualmente praticadas por aquela instituição financeira, incluindo, entre outras, as seguintes prescrições:

I – caráter irrevogável e irretratável;

II – cessão dos direitos e créditos a título “pro solvendo”, ficando a quitação condicionada ao efetivo recebimento dos valores cedidos pelo credor;

III – sub-rogação automática da vinculação em garantia ou da cessão, sobre os direitos e créditos que venham a substituir os impostos previstos no artigo 159, inciso I, alínea a, e inciso II, da Constituição Federal, no caso de sua extinção, assim como em relação aos novos fundos que sejam criados em substituição;

IV – outorga de poderes ao credor para cobrar e receber diretamente da União, ou do banco centralizador que faça as vezes de seu agente financeiro, os direitos e créditos dados em garantia, até o montante necessário ao pagamento integral das parcelas da dívida vencidas e não pagas, incluindo os respectivos acessórios, no caso de inadimplemento do Estado;

V – outorga de poderes ao credor para cobrar e receber diretamente da União, ou do banco centralizador que faça as vezes de seu agente financeiro, os direitos e créditos que tenham sido objeto de cessão, na data de vencimento das parcelas da dívida de responsabilidade do Estado, até o limite do valor devido, incluindo os respectivos acessórios.

Artigo 4º – As operações de crédito externas serão garantidas pela República Federativa do Brasil.

§ 1º – Para obter as garantias da União com vistas às contratações de operações de crédito externas de que trata esta lei, fica o Poder Executivo autorizado a prestar contragarantias ao Tesouro Nacional.

§ 2º – As contragarantias de que trata o § 1º deste artigo compreendem a cessão de:

1 – direitos e créditos relativos a cotas ou parcelas da participação do Estado na arrecadação da União, na forma do disposto no artigo 159, incisos I, alínea a, e II, da Constituição Federal, ou resultantes de tais cotas ou parcelas transferíveis de acordo com o preceituado na mesma Constituição;

2 – receitas próprias do Estado a que se referem os artigos 155 e 157 da Constituição Federal, nos termos do § 4º do artigo 167, acrescentado pela Emenda Constitucional nº 3, de 17 de março de 1993.

Artigo 5º – Os recursos provenientes das operações de crédito serão consignados como receita no orçamento do Estado, ficando a Secretaria de Economia e Planejamento autorizada a adotar as providências que se façam necessárias.

Artigo 6º – Os orçamentos do Estado consignarão, anualmente, os recursos necessários ao atendimento das despesas relativas à amortização, juros e demais encargos decorrentes das operações de crédito autorizadas por esta lei.

Artigo 7º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, aos 25 de junho de 2010.

Alberto Goldman

Mauro Ricardo Machado Costa

Secretário da Fazenda

Francisco Vidal Luna

Secretário de Economia e Planejamento

Luiz Antônio Guimarães Marrey

Secretário-Chefe da Casa Civil Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 25 de junho de 2010.

Publicado em : D.O.E. de 26/06/2010 – Seção I – pág. 01 Atualizado em: 28/06/2010 10:54 ÿÿ

Via Blog do Marcello Lima

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Agora é lei, malandragem: Obras no entorno do Morumbi são sancionadas!

Nação tricolor;

Taí uma notícia que não pode passar batido pela torcida do Mais Querido: O governo de São Paulo, por meio do governador Alberto Goldman, sancionou no sábado passado a lei 14.163 que autoriza o governo estadual a realizar operações de crédito para a linha ouro do metrô (que chega até Butantã) e em obras de urbanização no entorno do estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo o governo de SP, a aprovação dessa lei (criada pela assembléia legislativa) doze dias depois da FIFA ter descartado a participação do estádio tricolor da Copa 2014 demonstra de que a decisão não alterou os planos do governo estadual quanto aos investimentos no Metrô e no entorno do estádio.

Para se ter uma idéia, a lei 14.163 autoriza o governo do estado a realizar operações de crédito junto a instituições internacionais, organismos multilaterais e bilaterais de crédito nacional e internacional. A lei estabelece que as operações estabelecidas serão garantidas pela União (governo nacional).

Com a LEI GARANTIDA E SANCIONADA ficará clara e cristalina a modernização do entorno do Morumbi, dando mais condições e facilidades de acesso para o torcedor. O clube já avisou que vai realizar as reformas adequadas ao que considera ideal para jogos da Copa 2014, contrariando interesses evidentes de grupos interessados na construção de um projeto para a cidade mais rica do país.

É importante reprisar o que foi dito pelo governador Alberto Goldman no dia 18 de junho: “Nós queremos a Copa em São Paulo; se possível, a abertura. Nós queremos o Morumbi e iremos manter os investimentos que estão previstos na acessibilidade para o estádio”. O governador pretende se encontrar com os dirigentes da CBF assim que terminar a Copa na África.

Apesar do governo ter admitido que as obras da linha amarela do metrô possam atrasar mais que o previsto, uma coisa é certa: A batalha pelo Morumbi 2014 ainda não acabou. Mas as dúvidas quanto a realização das melhorias do governo estadual no entorno do estádio terminaram. Agora é lei, malandragem.

Saudações tricolores!

PS: Sobre o assunto Morumbi 2014 o Blog se compromete a apenas passar notícias oficiais e com fonte. Não pretendo especular sobre o assunto, como muito jornal e jornalista anda fazendo. A lei aprovada é um fato relevante ao Morumbi, mas não garante o estádio no evento da FIFA. abs

Via Blog do Daniel Perrone

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Jornalista Detona Havelange, Teixeira, FIFA e CBF

29/06/2010

Andrew Jennings afirma que Ricardo Teixeira e Havelange são corruptos

Andrew Jennings fala sobre corrupção da Fifa

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Nota: É com essa gente que a galinhada faz negócios…

Saidas no Elenco Tricolor ?

29/06/2010

O zagueiro Xandão deve ser anunciado em breve como novo reforço do Sporting Lisboa, de Portugal.

O jogador chegaria para substituir Anderson Polga, dispensado pelo clube luso. A negociação será concluída por 2 milhões de euros (R$ 4,4 milhões). Os direitos econômicos do atleta são divididos em três partes: a Traffic detém 50%; seu empresário, Márcio Rivellino, tem 15%; e os 35% restantes são do Guarani. O São Paulo ganha uma parte do valor destinado à Traffic.

Xandão casou-se recentemente com a namorada para levá-la para o exterior. Márcio Rivellino admitiu, nesta segunda-feira, a sondagem, mas nega o acerto. “Não fechou ainda. O Sporting tem interesse, mas não fizeram proposta. E pelo que sei o Xandão quer ficar”.

Miranda também tem mercado na Europa e já manifestou intenção de deixar o Morumbi. Por causa disso, o clube tricolor acertou a contratação de Samuel, canhoto, que estava no Joinville.

Outro que pode sair é Hernanes. O diretor esportivo da Lazio, Igli Tare, chega ao Brasil nesta quarta para oferecer 9 milhões de euros (R$ 19,8 milhões) pelos 75% dos direitos, que pertencem ao São Paulo. Hernanes foi indicado pelo zagueiro André Dias, ex-jogador tricolor.

Via Estadão

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Do Caráter Gambá

28/06/2010

Desde Sempre, De Mãos Dadas Com os Poderosos

Salve Soberania !

Apesar do mal cheiro, algumas coisas são interessantes neste jogo de xadrez chamado copa do mundo em São Paulo, uma delas é o posicionamento da torcida gambá.

Incoerência

Não se lê em nenhum lugar na “blogosfera alienada”, um único representante da torcidinha burra dizer que rejeita a construção do Privadão com dinheiro público, ao contrário, fazem planos, citam os próximos passos da diretoria da marginal sem número e percebe-se um certo ar de revanche em relação a essa conquista: “se deram estádio pro São Paulo, não vejo problema em dar um pra nós também”.

Percebem a nojeira ?

Oportunismo

Não encontro nenhuma linha de rejeição a respeito da relação promíscua entre o presidente galinha e o cartolão da CBF. Enquanto os rivais se posicionavam contra o monopólio da globo e lutavam pelo aumento do valor das cotas de televisão ao escolher Fábio Koff na eleição do C13, o presidente galinha votava no candidato derrotado da TV e da CBF – possivelmente instruído pelo presidente da FPF, políticos ligados a cúpula petista além de representantes de empreiteiras.

Como prêmio pela trairagem aos outros clubes do país, o mico de circo foi passear na África e de quebra pode levar de graça um estádio com o dinheiro dos impostos dos trabalhadores.

Não vejo ninguém falando a respeito do episódio da renovação dos direitos de transmissão do campeonato paulista em que os clubes poderiam ter conseguido um acordo melhor, mas como o mico de circo se adiantou e assinou isoladamente,  meses de negociações foram jogados por terra e os outros clubes tiveram que se contentar com o aumento proposto pela globo.

Não leio um post sequer a respeito do tratamento que a globo dispensa a galinhada e a sua torcida. Nada natural e legítimo, apenas retribuição aos serviços prestados pelo seu limpa botas oficial.

Arrogância

Uma verdadeira histeria tomou conta dos sites, blogs e fóruns na internet quando o presidente Juvenal Juvêncio decidiu seguir o regulamento e destinar apenas 10% dos ingressos aos travequeiros no paulistinha 2009.

Disseram que o São Paulo iria quebrar já que eles que sustentavam nosso estádio: desde 2005 o Morumbi dá lucro, coincidentemente em 2009 foi o ano em que o Morumbi mais lucrou desde então.

Disseram que perderíamos visibilidade: acho engraçado esse discurso, visibilidade onde, na zona leste ?

Quando se fala sobre um futuro Engenhão em São Paulo e a possibilidade de se tornar um estádio deficitário, logo se ouve aquele outro discurso insuportável: a torcida vai lotar o estádio e teremos lucro certo.

Em outro blog estava discutindo isso com um torcedor galinha metido a sabichão,  burro e alienado como todos eles são. Pagar R$ 30,00 num ingresso qualquer miserável paga, mas o que eles podem na arquibancada com certeza não podem no shopping center.

Porque o que faz um estádio lucrar não é renda de bilheteria, mas shows, restaurantes, livrarias, bares, e outros investimentos afins.

Na hora de falar do tamanho da torcida o discurso é que a galinhada é o time do povo, do favelado, do maloqueiro e do sofredor. Mas pra bancar o sonho de centenária incompetência, o povo se transforma em elite rica e consumista, tudo pra justificar a aventura.

“Ter caráter”, como assinala o dicionário “Aurélio”, significa ser alguém “firme, coerente nas atitudes e com domínio de si”.

Se alguém levar a sério todas essas bravatas, vai acabar achando que nós estamos lidando com algum tipo de Real Madrid melhorado, algum tipo de Manchester United tamanho o egocentrismo dessa gente que come mortadela e arrota peru.

Não é o caso, absolutamente.

Trata-se apenas de um clube que não tem estádio, não tem CT, não tem luz e nem água. Por desespero de causa se uniu a escória do futebol usando o seu oportunismo característico e histórico e esperam mamar nas tetas do estado. Trata-se apenas de um clube que por ter perdido a dignidade, se vestiu de arrogância pra esconder suas vergonhas.

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